Programa Adoradores sem Limites

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O que aprendi nas minhas viagens.

Plagiando Fernando Pessoa, “viajar é preciso” , principalmente no meu ramo profissional. Mas viajar também é preciso, no âmbito espiritual. Muitos são os exemplos de peregrinações e retiros que alguns homens de Deus fizeram ao longo da história bíblica, uns por pouco tempo, como Elias na caverna, outros por 40 anos como Moisés nas terras de Midiam, Paulo pelos desertos da Arábia entre outros.

Reflexões, meditações e aprendizados vão surgindo ao longo desses “retiros” são momentos em que percebemos a fragilidade da vida humana, e sua total dependência de Deus, reflexão esta, que se torna possível quando estamos longe da proteção de nosso lar, dos nossos entes queridos, da nossa zona de conforto.

Há, não se assustem não farei o caminho de Santiago de Compostela! – Quero apenas dizer, como um viajante que sou por força da profissão, que muitas vezes me encontro longe da minha família, da minha Igreja, da minha zona de conforto. E são nesses momentos em minha mente fica mais aguçada para raciocinar e meditar nas coisas espirituais. Apenas a titulo de esclarecimento não estou aqui lançando a  “Teologia do peregrino”, estou apenas querendo compartilhar com você minhas experiências e vivencia nos lugares por onde eu passo.

Então vamos lá… a minha, a sua ou as nossas viagens…

Sai de minha cidade, Ribeirão Preto – SP esses mês de outubro com destino a Florianópolis – SC, com a meta de depois fazer alguns projetos pela região do vale do Itajaí. Na ilha de Florianópolis fiquei congregando com os irmãos da Assembleia de Deus em Rio Tavares, três coisas muito importantes me chamaram a atenção, duas delas foram, digamos, didáticas e a terceira pratica.

Ouvi um irmão pregando e dizendo que,  na sua vida de agricultor e cultivador de melancias muitas vezes, algumas pessoas, vindo de suas festas e beberagens furtavam algumas melancias afim de amenizarem suas ressacas, e que também outras vezes suas melancias eram danificadas por pica-paus. Ele comparou a melancia com  as almas dos homens que o inimigo tem sede em destruí-las e o pica-pau ao pecado que aos poucos vai “bicando” e destruindo a vida humana, era um culto de missões, e ele falava da nossa missão de pregar a Cristo para que as pessoas não fossem mais arrebatadas pelo inimigo e nem corrompidas pelo pecado.

Outro em outro culto, visto que na ilha tem várias colônias de pescadores, em culto de ensino, falando sobre o pecado, disse que o peixe não morre pela boca, e sim pelos olhos, pois ele é traído pela isca que vê…

Simples né? Você talvez me indague e me diga, o que isso tem demais?

Bom, para começar, percebi que as grandes doutrinas do evangelho estavam vivas no dia a dia dessas pessoas, sendo elas capazes de identifica-las e aplica-las aos pormenores, mesmos que simples de suas vidas,  me relembrei que Jesus também usava palavras simples para explicar os mistérios do reino dos Céus, e me alegrei pois o mais simples dos homens pode compreender a mensagem do evangelho e ser salvo! O evangelho não é algo para ser “teologizado” e sim para ser vivido, é mais do que um compendio de doutrinas, dogmas e normas, é antes de tudo um modo de vida, ser alguém preferir ser mais rebuscado um “modus vivendi”!

A terceira coisa, foi que nessa simplicidade toda, presenciei a libertação de um jovem, que até então estava preso aos seus vícios, um dependente químico. Que simplesmente pegou a sua “droga” e jogou fora… resolvendo trilhar um novo caminho… do nada sem ninguém falar nada, apenas ouvindo a verdade que liberta, de forma simples, peço a Deus, usando as parábolas de meus irmãos da ilha que essa melancia seja agora protegida pelo AGRICULTOR e que o pica-pau não tenha mais poder de bica-lo como fazia antes…. Peço também que este peixe que caiu na rede do Senhor, não seja de forma alguma lançado para fora.

Até a próxima viagem….

 

Rodryguez & Carvalho

A Provação e o Jejum "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a prov...