Programa Adoradores sem Limites

sábado, 28 de maio de 2011

Pobre de Espírito ou Rico de Orgulho

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).

É importante saber que esta afirmação não confere nenhuma bênção especial aos economicamente pobres! Há a impressão de que a pobreza, por si mesma, é uma bênção, e que ser economicamente pobre automaticamente significa que se é acarinhado e protegido por Deus, abençoado por ele em boas graças. Este equívoco faz com que alguns citem erradamente a passagem: "Bem-aventurados os pobres, pois deles é o reino dos céus". Isso não é o que o Senhor disse, conforme está escrito em Mateus 5:3. Ele disse esta boa palavra para os"humildes de espírito". (Em Lucas 6:20; lê-se "bem-aventurados vós, os pobres" e no mesmo contexto o Senhor fala condenação aos ricos. Em Marcos 12:37 diz que "e a grande multidão o ouvia com prazer". Mas era necessário ouvi-lo e corresponder para ser abençoado. E nosso foco, em Mateus 5:3, tem que ser sobre uma qualidade espiritual e não sobre uma condição econômica.).

O que significa ser "pobre de espírito"? É ter aquela característica fundamental de perceber que se é espiritualmente vazio, e que somente confiando em Deus se pode preencher esse vazio. Reconhecendo que é espiritualmente pobre, a pessoa humilde de espírito conhece a sua própria necessidade.

Ajuda pensar sobre o oposto de "pobre de espírito". O contraste seria "orgulhoso de espírito", auto-suficiente, arrogantemente independente. Há indivíduos com a atitude que diz "não preciso que ninguém me dê qualquer direção na vida. Eu posso passar muito bem sem qualquer padrão moral de uma fonte divina". Este é o espírito moderno do humanismo. No Glossário do Humanismo o conceito é definido deste modo: "... uma visão da vida que é centrada no homem e sua capacidade de construir uma vida que vale a pena para si mesmo e seus parceiros, aqui e agora. A ênfase é colocada nos próprios recursos intelectuais e morais do homem, e a noção de religião sobrenatural é rejeitada."

O humanismo diz que o homem não precisa de um Salvador, não deverá confiar no evangelho, e não precisa de qualquer bênção espiritual. Isto é o oposto de "pobre de espírito". E esta arrogância e rebeldia contra Deus são ilustradas pelo rei babilônio descrito em Isaías 14 (veja Isaías 14:12-15). Esta mesma perspectiva é ilustrada na atitude daqueles que tentaram construir a torre de Babel (veja Gênesis 11:4). O motivo principal era a glória do homem. Eles eram pobres de espírito, mas ricos em orgulho humano.

Ser pobre de espírito é ter a disposição descrita em Isaías 66:2: "... mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra".

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O fim do mundo?

No post anterior colei a matéria que falava sobre a previsão frustada do fim do mundo, como disse mas um infeliz que se propos a usar de uma duvidosa matematica biblica para prever o imprevisivel. Alías falando de forma escatologica, não sei se o termo “fim do mundo” seria o correto para expressar os eventos futuros e apocalipticos registrados nas Sagradas Escrituras. Sábias foram as palavras do Prof Aroldo editor do Blog da Vida Eterna (http://blogdavidaeterna.blogspot.com/) quando disse que “Cristãos bem preparados deveriam assumir a tarefa de informar corretamente a população sobre o final dos tempos”  - Verdade seja dita, ao invés de nos preocuparmos com as várias teorias escatologicas , pré, pós, midi, e outras posições bem como sobre as previsões e datas frustadas, o importante mesmo é estarmos preparados!

A preparação para este evento, não se dá  apenas através do conhecimento de posições escatologicas, e mesmo que fosse possivel prever de forma precisa a data, também tal conhecimento não significaria que o portador dele estaria seguro neste dia.

A preparação para este dia se dá através da santificação e comunhão diaria com Deus, embora a bíblia fale de sinais, eventos entre outras coisas a enfase é no preparo espiritual adequado.

Por outro lado as profecias biblicas não foram escritas com o sentido de causar um terror espiritual antecipado, medo ou pavor, foram escritas para que possamos rever nossos conceitos, e nos convertemos a Deus. Também não foram escritas para ficassemos pavorosos e tristes, mas que pudessemos erguer nossos olhos aos céus sabendo que nossa redenção está proxima.

Desde os tempos da era apostolica até hoje, houve períodos intercalados em que os cristãos acreditavam que era o momento do fim. E isso já somamos 2000 anos! Não estou ironizando a crença apenas dizendo que volta e meia estaremos vendo este tipo de comoção sem ter realmente chegado a data.

Como disse no inicio discordo um pouco do termo “ fim do mundo”, prefiro o termo “final dos tempos” fim do mundo soa aos meus ouvidos como uma serie de catastrofes mundias e o encerramento da historia humana, algo meio que desprovido da interferencia de Deus na historia, por fim dos tempos entendo com o fim de uma era e o começo de outra com todas as transformações que serão necessarias, “novos céus e nova terra” e continuação da história humana, com os redimidos e salvos pelo Cordeiro de Deus.

Sou  pré tribulacionista e como tal creio no arrebatamento da Igreja e nos sete anos de tribulação que virão depois deste evento, somado ao milenio. Porém isso é apenas mais uma teoria e como tal pode estar fadada ao fracasso em muitos pontos – Também não é importante crer neste ou naquele ponto de vista como já falei. O importante mesmo é crer em Jesus Cristo, o Salvador do Mundo, manter firme a nossa fé, e estar com a vida em santificação.

Vivendo assim poderemos dizer a cada dia “ Maranata, ora vem Senhor Jesus.”

Rodryguez & Carvalho

P.s Outras datas também frustadas:

Ano 1000. Dizia-se não passaríamos do ano 1000. (parece que as pessoas não gostam de números redondos) disseram o mesmo para o ano   2000, e possivelmente dirão o mesmo para o ano 3000 etc.

1843. O Adventista Willian Miller anunciou várias datas em 1843, errou todas.

1914. As testemunhas de Jeová, esperavam o fim do mundo nesta data, já haviam errado sua previsão anterior que era 1874, depois passaram para 1975, no entanto também não acabou o mundo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Profeta do "não-fim do mundo" se justifica dizendo que não é um gênio - 24/05/2011 - UOL Tabloide

Mas um infeliz que errou ao se atrever a prever datas apocalipticas. Sinceramente não sei porque as pessoas aindam insistem nisso. Mais importamte que saber a data é estar PREPARADO!

Profeta do "não-fim do mundo" se justifica dizendo que não é um gênio - 24/05/2011 - UOL Tabloide

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A busca pela felicidade

A felicidade é um objetivo praticamente coletivo da raça humana, num sentido mais amplo podemos entender a felicidade como o auto realização ou sucesso pleno em todas as esferas da vida. Embora as religiões tenham suas teologias diversas, creio que posso muito bem definir a religiosidade também como uma busca pela felicidade. Alías a felicidade plena é o “produto” vendido por diversas teologias em diversas religiões.

Jesus um dia subiu ao alto de uma montanha e de lá começou a ensinar uma multidão de desesperançados sobre o verdadeiro caminho para a felicidade, no chamado sermão da montanha ( Mateus cap. 5), a palavra bem-aventurados, ai encontrada é a tradução do grego MAKARIOI que quer dizer feliz, em todos os sentidos.

Ao contrário do imediatismo pregado por alguns a felicidade, não se dá pelas situações atuais e sim pelas futuras, os indicativos futuros encontrados nas conjugações verbais em:  “serão” terão, herdarão e alcançarão estão todas colocadas no tempo futuro, mirando o estabelecimento do reino de Deus, no seu julgamento e na sua entrega dos galardões.

A vida cristã tem um proposito definido um “escaton” ( escatologia = estudo das ultimas coisas )  – final de todas as coisas e é para este final que Jesus olha quando dá este famoso sermão.

A felicidade, nestas palavras não é feita apenas de aparentes momentos que enquanto nesta existencia e sistema é certo que terão seu termino, a felicidade alí é a certeza plena do estabelecimento em algum lugar na historia do reino de Deus, é a felicidade que vem da fé.

Fé esta que é capaz de romper com as tristezas causadas pelo acontecimentos do dia a dia, fé que nos faz enxergar o futuro como se ele fosse hoje e nos dá a condição de vivermos de acordo com esse futuro no tempo presente.

O caminho para a felicidade passa então por um relacionamento profundo com Deus, e não se abala com acontecimentos cotidianos, pois tal relacionamento não esta baseado na temporalidade da vida nem na furtividade de eventos, esse relacionamento esta baseado em Deus e na sua Eternidade.

Bem- aventurado, feliz, mesmo sendo perseguido, chorando ou maltratado… mesmo pobre de espirito, manso e com sede de justiça… existe um reino que já está pronto antes da fundação do mundo, um reino de bem-aventuranças que receberá os bem-aventurados que vencerão pelo sangue do cordeiro.

Rodryguez & Carvalho

Makarioi oi… Bem-aventurados os….

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Plagiadores de Pulpito.

 

As vezes escuto uma pregação e tenho a nitida impressão de já te-la vista em algum lugar, da mesma forma certos “testemunhos” que vão apenas mudando os personagens e adquirindo algumas modificações.  Parece que existe uma louca corrida para se fazer sucesso nos pulpitos desses país, o pior é que contráriando principios nem ao menos citam a fonte, rs.

O pior de tudo é a presunção de que o tal pregador teve uma inspiração de divina, apesar que sei que a inpiração no sentido de canocidade não se aplique a atual dispensação, muitos baseados não sei no que a julgam ter, mesmo que seja copiando o alheio  como se fosse seu!

O discurso de inicio é sempre o mesmo dizendo para a Igreja que Deus.. lhe deu tal mensagem.. enfim que tristeza. Os mais espertos nesse ramo do plagio, copiam pregadores estrangeiros outros descaradamente preferem os nacionais.

Não que julgue eu errado aludir este ou aquele pregador nas nossas prédicas, porém com a devida citação da fonte para não dar a falsa impressão que a criação foi nossa.

O comigo mesmo é ver como alguns se esmeraram tanto nesta arte do copiar que até copiam as expressões verbais e trejeitos corporais de outros, são mais que gemeos…

Tenho a impressão que gostamos de ser enganados… certa vez ouvi a frase chula de que só há show, quando se tem uma pláteia. Enfim muitos procuram o show, o movimento, a emoção, o friozinho e o arrepio como se fosse isso sinal do espirito santo.

Para animar uma platéia não é preciso ser pregador…

Para interpretar as escrituras e dar um alimento consistente e duradouro para os ouvintes  ai claro estamos falando de outra coisa…

 

Rodryguez.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Mentira

INTRODUÇÃO
A mentira é outro dos pecados mais generalizados de nossa sociedade, a tal ponto que a consciência de muitos cristãos têm se tornado insensível e debilitada com relação ao pecado da mentira. Existem muitas pessoas crentes que crêem "que não se pode viver sem uma mentirinha".
A mentira é covardia para não enfrentar a realidade. O homem se justifica ao mentir; considera que as mentiras são "piedosas" ou "por necessidade" ou ainda para evitar problemas maiores. São justificativas ilusórias e sem fundamentos, pois a falsidade e mentira são imorais e contrárias à conduta que Deus requer do homem.
O CONCEITO DE MENTIRA
Mentir: no grego pseudomai, enganar com mentiras, no hebraico Kahas "negar", o homem, porém, ficou sendo vítima da mentira desassociu-se de Deus, e não deixa que ele seja o senhor da sua vida.
Mentira: É uma manifestação contrária à verdade, cuja essência é o engano, e cuja gravidade se mede segundo o egoísmo ou a maldade que encerra. Está proibida pelo decálogo (10 mandamentos) divino (Ex 20:16), e um dos efeitos da conversão ao cristianismo é deixar de mentir (Ef 4:25).
A mentira direta, como a de Ananias e Safira (At 5:4), não é a única forma de mentira. Em algumas ocasiões se trata de meias verdades (que é uma "mentira inteira"), como Abraão disse de sua esposa Sara a Abimeleque: "É minha irmã." (Gn 20:2,12). O propósito é sempre enganar.
Pode ser também uma resposta evasiva, como a que Caim disse a Deus (Gn 4:9); um silêncio como o de Judas quando o Senhor o acusou indiretamente na última ceia (Jo 13:21-30), ou toda uma vida enganosa. "Se dissermos que mantemos comunhão com Ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade" (I Jo 1:6).
A mentira não é um "pecadinho", isto não existe: Os mentirosos irão para o lago de fogo (Ap 21:8).
Hipocrisia: Pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités", que significa ator ou protagonista no teatro grego.Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam.
É daí que o termo hipócrita chegou a designar a pessoa que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
Deus proíbe e condena a mentira e a falsidade
Não devemos enganar, mentir, nem jurar falsamente (Lv 19:11,12); Mt 5:33-37)
Deus destruirá o mentiroso (Sl 5:6)
Deus aborrece a mentira (Pv 6:16-19; 12:22)
Pesos e medidas falsas são abominação ao Senhor (Pv 20:10)
As mentiras corrompem o homem (Mt 15:18-20; Mc 7:21-23)
Manifesta a relação filial entre o homem e Satanás (Jo 8:43-47)
O engano é parte integral da profunda degradação do homem (Rm 1:28-32; sl 58:3; 62:4; Pv 26:24-28; Jr 9:3-6)
Devemos rejeitar a mentira (Ef 4:22-25; Cl 3:9; I Pe 2:1)
O engano faz a vida infeliz, mas Deus promete bençãos e dias bons aos homem que fala a verdade (I Pe 3:10; Sl 34:12,13)
Deus condena a hipocrisia (Mt 6:2, 16-18; 15:6-8; 22:18; 23:27-28; Rm 12:9; I Tm 1:5-6; Tt 1:16; Tg 3:14; I Pe 1:22; 2:1-2)
Deus rejeita a religiosidade (Tg 1:26)
CRISTO É A VERDADE
Não houve engano na Sua boca (Is 53:9; I Pe 2:21,22)
Veio ao mundo para ser testemunha da verdade (Jo 18:37)
Estamos "no verdadeiro" (I Jo 5:20)
Cristo, o Senhor, nos ordena a ser absolutamente verazes; "seja a tua palavra sim, sim e não, não" (Mt 5:37). Está preparando para si uma igreja sem mancha e sem ruga ( Ef 5:27), e como discípulos seus e parte do seu corpo, devemos ser absolutamente verazes, francos, sinceros, honestos, honrados; ainda quando tenhamos de sofrer por Sua vontade (1Pe 4:15-19; 3:17; Pv 19:22).
O povo de Deus aborrece a mentira (Sl 119:104, 128,163; Pv 30:8) e rejeita os que a praticam (Sl 40:4; 101:7; 144:11; Ef 5:11), orando para ser guardado da mentira (Sl 119:29; Pv 13:5).
OS PREJUÍZOS QUE A MENTIRA PRODUZ
A mentira anestesia a consciëncia do mentiroso; torna-o insensível à verdade; a verdade não penetra para uma transformação. A mentira vicia com mais facilidade, já que uma mentira conduz a outra.
A falsidade e a mentira são muito prejudiciais ao relacionamento entre os discípulos de Cristo. Cria a desconfiança, o receio, a incredulidade, a suspeita. Destrói o ambiente de fé, de amor, de compreensão e estimula o ciúme. O senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas: falso testemunho, engano, hipocrisia, fingimento, exagero, calúnia, desonestidade, não cumprir os tratos injustificadamente, fraude, falsificação em todas as áreas de nossa vida: lar, trabalho, comércio, igreja, autoridades, colégio, amizades, etc.
A sociedade assentada sobre a mentira e a falsidade está destinada a desmoronar. É preciso edificar uma estrutura moral de veracidade em todas as ordens e escalas da vida: nos governantes e nos governados, nos pais e nos filhos, nos patrões e empregados, nos mestres e nos alunos, nos comerciantes, nos profissionais, nos clientes.
LIBERTE-SE DA MENTIRA EM NOME DE JESUS
Arrepender-se: mudar de atitude e de mentalidade em relação à mentira e à falsidade. Rejeitar a mentira, eliminá-la da vida. Determinar obedecer a Deus em tudo e viver sempre na verdade. Disciplinar-se até cultivar uma nova atitude baseada na veracidade.
Confessar o pecado: (Pv 28:13-14; 1 Jo 1:9; 2:1) toda a mentira é pecado e deve ser completamente confessada, esclarecendo-se a verdade com Deus e com a pessoa enganada. Quando a mentira constitui um vício arraigado à maneira de viver, deve ser confessada a um irmão maduro, responsável, procurando uma ampla orientação (Tg 5:16).
Exortação (Tg 5:19-20: Gl 6:1-2; Ef4:25) como este pecado afeta as relações entre os irmãos, somos responsáveis uns diante dos outros para corrigir, admoestar, ensinar, etc.

 

EUDALDO FREITAS MEDRADO
(Bacharel em Teologia;
Psicanalista Clínico;
Pedagogo;
Professor do STBN...

domingo, 8 de maio de 2011

Informativo

 

 

Talves alguns dos leitores ja saibam outros talves não mas nesta data me desliguei do da igreja internacional da familia crista e sendo assim não edito mas o blog somosfamiliacrista.blogspot.com.br, também, tirei o referido blog  de atividade, tal acontecimento deve-se ao fato de que embora sem replicas minhas postagens e outras que não eram minhas foram tiradas do ar dado ao desacordo doutrinario de um “tal grupo de jatoticabal” na verdade eu nem sei o porque doutrinário de tal pendenga e nem ao menos tive o direito de me defender, na melhor moda da represão o blog teve suas  postagens retiradas sem ao menos eu saber, caso tivesse sabido saberia reconsiderar ou ao menos reve alguns conceitos doutrinários mas enfim penso que tais pastores seguem o modelo antiguado e ultrapassado da ditadura militar onde é proibido pensar. Quero apenas dizer ao leitores pois sei que muitos acompanhavam os dois blogs, que continuo firme em minhas convicções doutrinárias e que podem continuar me acompanhando atraves do didaque.

Fico curioso para saber como uma igreja e liderança se propoe a fazer parte de um conselho interdenominacional de pastores sem internamente respeitar as diferençlas teologicas, ao menos isso soa como hipocrisia.

O que me foi informado é que o “pessoal de jaboticabal” achou incosistente minhas postagens sem ao menos considerar as possiblidades teologicas, enfim caudilhos da fé, tipícos da retrogada epoca da repressão militar.

Quero porém dizer que passei momentos importantes na igreja internaciolnal da familia cristã, momentos que jamais serrão esquecidos, porém do que vale um homem sem suas convicções?

Quero também agradecer ao pastor  Alceu pelos bons momentos que passamos juntos, porém um homem não se faz de bons momentos mas sim de convicção efato é que eu como pessoa não sei quais as convicções deste ministério e nem seu escopo doutrinário uma vez que nunca me foi informado

Bom , a vida Cristã vai além disso, e eu sigo com meus erros e acertos 

 

Rodryguez.

 

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sábado, 7 de maio de 2011

Dia das Mães

Tenho uma aficção pessoal pela origem e significado das coisas, principalmente nas implicações que certas coisas teêm uma vez que estamos tão inserido no meio cultural em que vivemos que vamos apenas comemorando, festejando, as vezes dando até uma significação espiritual e cristã para aquilo que de fato não o é, pelo menos em sua origem.

Amanha 08/05/2011 é o dia das mães, o mundo do comercio com todos os seus atrativos e propostas há algumas semanas ja veio se preparando e hoje de acordo com os noticiarios teve movimento superior ao esperado, de uma hora para outra pessoas que nunca deram tanta atenção as suas progenitoras sente-se com se obrigados a cumprir este protocolo, nas igrejas evangélicas não faltam comemorações e programas relativos a este dia.

Por costume, quase que inconsciente nós repetimos as vezes o que nossos ancestrais fizeram, embora vamos ao longo dos séculos dando significados novos, agregando novos valores ou mesmo relendo os significados mais antigos.

Ja na antiguidade grega, apenas para nos situarmos na história, muito embora tal conceito possa ser encontrado em culturas mais antigas em diversos lugares, a entrada da primavera era comemorada com uma honraria a deusa Rhea, mãe de Zeus  e identificada logo como mãe de todos, na versão romana destes mitos Rhea pode ser identificada como Maya, mãe de Mercurio, chamada de Bona Dea ( boa deusa) sendo o nome Maio dado em sua honra e menção. Para os catolicos Maio é o Mes de Maria, e claro que os paralelos entre essas crenças são bem evidentes.

Já o moderno dia das mães como conhecido, é uma contribuição de certa forma protestante neste ja emaranhado cultural, Este dia como hoje conhecemos foi criado por inciativa  Ana Jarvis,( filha de um pastor protestante) da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.

No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso.

Não contra homenagear as mães, afinal honra teu pai e tua mãe diz o mandamento e claro que tal mandamento deve ter sua aplicação nas mais diferentes esferas e momemtos da nossa vida, tanto neste dia como em outros.

Porém é engraçado quando vejo o esforço teologico e sentimental que tantos fazem para relacionar o dia como se fosse um costume bíbblico a muito estabelecido. Por outro lado não vejo problema algum em comemorar e homenagear nossas mães, contanto que saibamos colocar as coisas nos seus devidos lugares e verificar os limites para não transformamos o culto cristão que deve ser unicamente direcionado para Deus, em um culto as mães, se tal for feito votlamos ao paganismo grego.

Alguém, poderá me mencionar uma quantidade enorme de passagens biblicas com relação a este dia, mas claro estão fora de contexto, pois este dia como comemoração não é um estabelecimento  bíblico por assim dizer.

Fica para aqueles que não sabiam a origem desses dias a informação e claro que isso não é tudo apenas um resumo e muito simples

Deus fez tudo perfeito, então além de comemorar e dar presentes nos lembremos de honrar.. que é o primeiro mandamento com promessa, honrar porém enquanto vivas…

 

Samuel Rodryguez

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Reflexões

Já li muitos sobre as filosofias existenciais, que falam sobre proposito, origem  e destino…de onde viemos, para onde vamos, enfim o que somos? Ora e meia me vejo a volta com alguma questãos do tipo existencial e vou me perguntando, qual o proposito de certo acontecimento ou situação. Mas começo meus pensamentos com o pressuposto de que Deus é ao mesmo tempo o Alfa e o Omega, principio e fim, origem e destino. Sei então de onde vim e claro que sei para onde vou, mas como humano, minha duvidas, se aplicam apenas no veiculo, no metodo, nas incertezas de um simples homem.

Claro que isso não significa que acredito em fatalismo, fatídico, como se eu estivesse em um imenso jogo de xadrez, fazendo parte dele como uma das peças do jogo –  Muito embora Deus tenha todo o poder e planos bem definidos para minha vida, sei que minhas ações também são importantes, mas não sei como resolver este tipo de equação, Soberania Divina versus vontdade humana e claro que não pretendo´, pois me alegra o fato de saber e crer que mesmo nas condições desfavoraveis que eu mesmo tenha causado, Deus com seu poder reverte a maldição em benção, agindo  de forma extaordinária através da sua imensa graça.

Enquanto humano vou sempre refletindo, criticando, reconsiderando, escrevendo apagando e reescrevendo, sabendo todavia porém que aquilo que Deus escreveu não será apagado e confiando neste Deus de começo e fim, confiando do começo ao fim.

Vou vivendo e vendo seus milagres, mesmo parecendo um simples acontecimento do cotidiano, percebo em certas coisas detalhes especiais e vejo então como que tudo já estava preparando antes,  na mente do Criador e foi se desenvolvendo até que no dia e hora certa, me alcançou. As vezes me pego vagueando na doutrina da Soberania e da Eleição Divina, me sinto unico, priveligiado, exclusivo… Mas sinto um temor, um frio, um sentimento de pequenez e penso; como escaparei se não atentar para tão grande Salvação? – Outras vezes me vejo considerando o Arminianismo, com sua enfase no livro arbitrio e penso comigo: será? Bom se tal é possivel, então abro mão do meu diretio de escolher e peço a Deus que escolha por mim, como disse Jeremias: “ Converte-nos a ti e verdadeiramente nos converteremos…”

As minhas indagações sei que não são apenas minhas, mas de muitas pessoas, pergunto: “ O que queres Senhor especificadamente de mim?” – A pergunta pode ser a mesma, mas a resposta é individual em tempos distintos e de formas diversas de acordo com a vontade Dele. 

No momento em que vivo não tenho essa resposta ainda… e sei que não adianta insistir pois só no tempo certo me responderá, mas  uma coisa posso afirmar, sei de onde vim e para onde vou,  e sei como vou pois vou através de Cristo, o caminho a verdade e a vida. O demais são apenas detalhes…

 

Rodryguez e Carvalho

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Igreja desnecessária

A Igreja cristã sempre sofreu todo tipo de ataque ao longo de sua trajetória por meio das investidas despóticas promovidas pelos impérios e nações cheios de ódio; por meio das agressões violentas proporcionadas pelos religiosos cheios de preconceito; e por meio das injúrias impiedosas promovidas pelos intelectuais ateus ou agnósticos cheios de orgulho e soberba.

Dentre tais ataques, há um que se apresenta como a pior de todos, trata-se do acometimento sutil que nasce e se desenvolve dentro da própria Igreja para confundir os que querem se firmar na fé. Não foi à toa que certa vez Jesus alertou seus discípulos sobre o joio de Satanás que seria semeado em meio ao trigo do Senhor. Da mesma forma, o apóstolo Paulo, no final da sua vida, exortou Timóteo, um de seus sucessores no ministério pastoral, para que pregasse a Palavra sob qualquer circunstância, pois muitos cristãos nominais não iriam mais sustentar a sã doutrina, ao contrário, estariam sempre cercados de “pregadores” com mensagens favoráveis aos desejos pecaminosos. Também Judas afirmou que homens não tementes a Deus entrariam no meio do povo cristão sem serem notados para torcerem a mensagem da graça divina a fim de arranjarem uma desculpa para a vida imoral. Fica claro, então, que o ataque interno é o mais perigoso e destrutivo que existe. Portanto, resta saber como se dá esse ataque, quem são os inescrupulosos, o que ensinam e que tipo de igreja eles promovem e apresentam ao mercado.

Ao ponderarmos sobre este assunto com mais acuidade, descobriremos que não é difícil identificar tais igrejas hoje. Quero inicialmente fazer uma abordagem do ponto de vista teórico e do ponto de vista prático.

Do ponto de vista teórico, elas se caracterizam pela postura humanista. Para uma melhor compreensão, é importante estabelecer aqui a diferença entre o humanismo e o humanitarismo. Humanitarismo é a preocupação com a dignidade humana proporcionada pela liberdade, pela justiça imparcial e pela igualdade. É a luta para que as injustiças sociais promovidas por sistemas pecaminosos e opressores sejam exterminadas. É, afinal, a postura resultante da exortação do Senhor descrita pelo profeta Isaías ao afirmar que a santidade anda de mãos dadas com o humanitarismo: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.” Já o humanismo vai muito além, é a tendência de alocar o homem no lugar de Deus. Embora o termo “humanismo” seja mais ou menos recente do ponto de vista da jornada humana neste mundo, a postura ocorre desde a tentação do Éden. Historicamente também o percebemos no discurso dos sofistas, na proposta da renascença, e no fulcro da modernidade até os dias de hoje. Ao contrário do que muita gente pensa, a referência dos humanistas não é o ser humano em relação a si mesmo, mas o ser humano em relação a Deus. É nesse sentido que entendemos as tendências que ficaram conhecidas por deísmo, agnosticismo, relativismo, panteísmo ou ateísmo.

Do ponto de vista prático, tais igrejas possuem uma preocupação obsessiva: o crescimento numérico. Isso não significa dizer que o crescimento de uma igreja seja algo errado, pelo contrário, cada cristão deve evangelizar com responsabilidade e ininterruptamente para que Deus possa alcançar os seus eleitos. A questão aqui não é a evangelização, e sim a forma que se utilizam para crescer. Há uma expressão que explica a metodologia utilizada, a expressão é “pescar em aquário”, que significa o crescimento pragmático em detrimento da qualidade e do comprometimento com a santa Lei. Em outras palavras, o alvo principal não são os que estão no mundo, o alvo principal são os que já estão em alguma igreja cristã. É a sedução pela célebre frase: “venha para a minha igreja porque ela é melhor do que a sua.” São entidades abarrotadas de professos de outras igrejas, é o crescimento cínico que acontece sem ética e sem compromisso.

Com base nesses dois pontos de vista, quero especificar algumas características específicas que ajudam na identificação desses grupos, ou seja, ressaltar os desdobramentos do humanismo que, oferecidos e barganhados em todos os setores da sociedade, envergonham o genuíno Evangelho. São os donativos que buscam seduzir e agradar ao homem em detrimento de Deus, são os atrativos estranhos às Escrituras. Há, ao meu ver, quatro tipos de igrejas: a do ceticismo, a do mercado, a do entretenimento e a do sectarismo.

A igreja do ceticismo. Muitos acreditam que, para tornar o cristianismo interessante à sociedade, devem encerrá-lo nos porões da ignorância e da ingenuidade. Afirmam que a Bíblia está cheia de mitos e de mensagens que não passam de metáforas textuais. É a adaptação da Igreja às críticas impiedosas das academias e dos que crêem que somente a ciência deve ser tida como um conhecimento confiável. A pressão ocorre sobre os que acreditam na inerrância e na total inspiração das Escrituras, é a tentativa de desmoralizar e envergonhar o cristão que passa a ser acusado de “néscio” e “fanático”. Os líderes sempre são simpáticos na convivência, mas implacáveis em suas afirmações. São indivíduos que tem causado muito mal aos eleitos de Deus, pois o único objetivo que possuem é a satisfação em se reconhecerem como intelectuais “amadurecidos” e inteligentes capazes de elaborar explicações racionalizadas que desprezam o sobrenatural e os milagres. Embora, de todos os movimentos perversos, este seja um dos menores grupos no cenário nacional, sua proposta sórdida é corrosiva e destruidora, levando os seus discípulos ao desespero e à desonestidade para com a convivência respeitosa entre o conhecimento teológico e o conhecimento filosófico e científico. Em suma, a igreja cética possui a vocação para reduzir o reino de Deus em um grande questionamento.

A igreja do mercado. Aqui temos o maior grupo no Brasil hoje. São as igrejas que transformam o cristianismo em um grande hipermercado de opções. As ofertas variam entre a possibilidade da boa saúde, de muito dinheiro no banco, do prestigio total, enfim, da total satisfação garantida. Basta pagar, e pagar caro, pelos serviços divinos para que possam usufruir das benesses que transformam o Deus justo e Santo em um melancólico despachante celestial “encurralado” por seus “súditos” cheios de “autoridade”. O principal objetivo de seus líderes é o enriquecimento fácil à custa da boa fé popular ou por meio da promiscuidade político-partidária que faz com que seus pastores estejam nas folhas de pagamento do setor público ou ainda pelo desvio do dinheiro público para o financiamento da construção dos templos destinados à negociata espiritual. Vale tudo para enganar: objetos sagrados, água do rio Jordão, óleo bento, teatralização da fé, etc. Além disso, a autoridade dos líderes migra do poder da Palavra para os títulos inusitados de “bispo”, “apóstolo”, “arcanjo” etc. Este é, sem dúvida alguma, o lado piegas e bizarro daqueles que destroem a fé bíblica por meio da perseguição ideológica e utilitarista. Em suma, a igreja do mercado possui a vocação para transformar o reino de Deus em um grande shopping center.

A igreja do entretenimento. Um dos pontos mais críticos nas igrejas hoje é a confusão entre show e culto. É quando o show se torna um culto e quando o culto se torna um show. O alvo principal não é agradar a Deus por meio da adoração, comunhão e louvor, mas entreter aos que estão presentes. O objetivo é fazer um culto “gostoso” aos participantes que buscam o bem-estar acima de qualquer outra prática. Não estou defendendo aqui o culto ranzinza, chato e destituído de alegria, o que estou dizendo é que o culto solene deve também conter temor e tremor, pois quanto mais enxergamos a graça de Deus, muito mais tememos diante desse Deus gracioso. Nesse contexto de que tudo é alegria, há também a disseminação de que a misericórdia de Deus existe apenas para afrouxar a busca pela santidade. Com isso desprezam a advertência do apóstolo Paulo quando diz: “Será que devemos viver pecando para que a graça de Deus aumente ainda mais? É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele?” Em suma, o que encontramos aqui é a oferta de um cristianismo sem revezes por utilizar os modelos do mundo em suas práticas. E se não há hostilidade por parte do mundo, logo se torna um cristianismo sem dor, sem sofrimento, sem repressão da cobiça, sem perseguição. É a doutrina que relativiza o pecado em detrimento dos valores a muito defendidos como: a virgindade até o casamento, a luta contra o divórcio, a incontaminação que nos afasta da licenciosidade das boates e das bebedeiras. Em suma, a igreja do entretenimento possui a vocação para transformar o reino de Deus em um grande parque temático.

A igreja do sectarismo. Não há nada pior nesse mundo que um espírito sectário. É triste perceber tantas pessoas que se arrogam afirmando que somente elas possuem o caminho verdadeiro. É óbvio que eu creio que há somente um caminho que conduz a Deus, esse caminho é Jesus, portanto não é nesse sentido que eu estou falando. O sentido dado aqui é a manipulação do Evangelho que passa a ser brutalmente desfigurado apenas para ufanar os indivíduos. Não é sem propósito que a esmagadora maioria destes grupos sempre afirma que a existência de suas igrejas está embasada num pseudo-propósito de Deus em retificar a sua igreja na terra, uma vez que já está farto das demais denominações cristãs. Afirmam também que a sua origem se deu por uma revelação direta a um líder específico. São grupos que colocam em pé de igualdade com as Escrituras tais revelações que, posteriormente, se tornaram livros sagrados. Como resultado, pregam dizendo que a salvação, a revelação divina, o usufruto das bênçãos, o contato com Deus só podem acontecer sob suas doutrinas particularmente reveladas. Logo, as demais igrejas são satânicas e proscritas. A triste conclusão é a de que há somente um único caminho que conduz a Deus, e esse caminho não é Jesus, esse caminho é a igreja que fundaram e defendem. Ao olhar para a minha própria igreja, contrastando-a com outras denominações fiéis ao Senhor, sempre me lembro que o Reino de Deus não está circunscrito a uma instituição, mas está sempre presente onde estão os eleitos de Deus. Em suma, a igreja sectária possui a vocação para transformar o reino de Deus em uma seita restrita.

Concluo dizendo três coisas: primeiro, embora o humanismo seja uma terminologia recente, sua essência, como já afirmei, existe desde a tentação no Éden, é a postura que sempre caminhou contra o povo de Deus; segundo, o Senhor sempre alertou o seu povo contra os falsos líderes, os falsos pastores, os falsos mestres cuja manifestação poderia até enganar um eleito: “…pois surgirão falsos ungidos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito.” Terceiro, a única arma contra tudo isso é a Palavra de Deus que deve ser lida, meditada e vivida. Infelizmente não há como se livrar de tantos erros disseminados, mas pelo menos, por meio da revelação especial de Deus, podemos conhecer a banda desnecessária da Igreja de Cristo.

Sola Scriptura

Fonte: http://alfredo-de-souza.blogspot.com/2009/12/igreja-desnecessaria.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Contradições e Fé

 

Nem tudo é como queremos, existem momentos em que a fatalidade os acontecimentos vão nos forçando a tomada de posições, decisões para o qual não estávamos prontos. Como se prepara para aquilo quem nem sabemos que acontecerá em nossas vidas? Como prever o que é imprevisível?  - De uma hora para outra percebemos que não somos mesmo nada, que somos criaturas e não criadores, que não podemos acrescentar nem um côvado a nossa estatura. Os lírios do campo não fiam, todavia se vestem com beleza sem igual, as aves do céu não semeiam, mas não passam fome. Mas nós os seres inteligentes da criação devemos fiar, semear e colher, produzida e a partir das coisas criadas também criar e nesse desenrolar estamos sujeitos as intempéries de ordem natural e espiritual.

Nas palavras do Mestre, porém, somos muito mais importantes de muito mais valor do que as aves do céu ou lírios do campo – Mesmo nas tempestades, furacões e outras fatalidades, Deus traça o seu caminho para que possamos andar nele. A importância que temos para o Criador, não se revela apenas na mansidão e segurança da nossa vida. Revela-se, sobretudo nas dificuldades, nos caminhos tortuosos e íngremes, nos espinhos e nas feridas. O amor de Deus se revela na dor e no sofrimento. Muitas vezes como um Pai, usando de forma didática de restrições e negativas, assim Deus como o Pai, vai nos conduzindo como ovelhas, pelos vales e montanhas.

Um pensamento mais elevado que o nosso pensamento, por hora mal podemos compreendê-lo mais por este pensamento somos guiados, uma caminho mais elevado que o nosso, também não o compreendemos, mas por ele andamos, temos, porém a segurança de que este Pensamento é de paz, de amor, prosperidade e não ao contrario, e que este caminho embora muitas vezes estreito é o que nos conduz a vida Eterna.

Vou vivendo e vendo tudo na impressão das imagens de um espelho de bronze da antiguidade, procurando dessa forma entender a proposta de carreira que me foi feita, sabedor que um dia verei de forma plena, não por espelho, não por tipologia, mas em grande dia verei face a face.

Embora não sei à hora e nem dia, vou procurando agir como quem tem hora marcada me apresso me movo no tempo, me preparo

Que Deus me conceda a força que preciso, para ver além da minha visão, para continuar acreditando mesmo quando tudo parece que está perdido, continuar a acreditar NELE, sem questionamentos mesmo diante dos furações, tsumanis e terremotos. Fazendo máxima em minha vida a palavra que diz:

“Todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam a Deus, que são chamados pelo seu propósito” Romanos 8.28

 

Rodryguez & Carvalho

sábado, 23 de abril de 2011

Falando sobre Pascoa

 

Tempo da celebração da Páscoa, muito embora eu discorde da data em é celebrada, conforme você já deve ter lido na postagem “O Paganismo da Páscoa”  Por outro lado não posso deixar de aproveitar a oportunidade para falar um pouco sobre a páscoa bíblica. Dizendo não ao “coelhinho inocente” , não aos “ovos” e não ao “chocolate”, quero focar toda a minha atenção no texto bíblico com suas verdades e ensinamentos.

Embora passe despercebido aos nossos olhos, cada vez que celebramos a Ceia do Senhor, em nosso caso todos os meses, estamos comemorando a “Páscoa do Senhor”,  porém antes de falarmos um pouco mais sobre isso vamos discorrer um pouco sobre a páscoa no velho testamento e suas implicações proféticas com a vida e obra de Jesus Cristo.

Páscoa, velho e novo testamento e tipologias:

Podemos considerar a páscoa como umas das festas mais importantes na historia bíblica do povo de Israel, páscoa é a festa da redenção, memória da libertação dos hebreus da terra do Egito, história da escolha e misericórdia de Deus para como o povo judeu. (Êxodo 12:1 a 28.) A palavra Páscoa, vem do hebraico pessach, que significa passagem, sendo esta passagem  entendida como o ato misericordioso de Deus, em que um poder destruidor, passa por cima das casas assinaladas sem nada poder fazer, é interessante notar que a principio tanto hebreus como egípcios poderiam ser alvos da ira e justiça divina, mas diferença o que faz com que este poder destruidor passe esta no sangue do cordeiro pascoal. Em mundo em crise, com constantes manifestações destruidoras tidas pelos homens como forças da natureza, precisamos resgatar a mensagem da páscoa de que há uma salvação especial para aquele que está assinalado com o sangue do cordeiro, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! A palavra chave da páscoa no contexto veterotestamentário é LIBERTAÇÃO.

É de senso comum entre todos os comentaristas e intérpretes bíblicos cristãos que a páscoa judaica com toda a sua riqueza de detalhes é uma tipologia da vida e obra de Cristo, o Cordeiro de Deus que morre pelos nossos pecados, garantindo através do seu sangue a nossa fuga tanto do Egito mundo) nos levando para uma nova terra (o vida eterna, céu) como nos livrando da Ira Futura, do dia do julgamento.

Mas vamos viajar um pouco no tempo deixemos a libertação de Israel e sua instituição como nação por volta do ano 1400 antes de Cristo, em direção ao ano 33 do calendário atual, estamos no mês de nisa , nas cerimonias de preparação da páscoa, Jesus sendo judeu e praticante da religião judaica em todos os seus sentidos esta reunidos com os seus discipulos para a ceia da páscoa, nesta os judeus tinha por costumes nas celebrações praticarem o Seder, que uma refeição cerimonial especial antes ao inicio das grandes festividades bíblicas, nestas cerimonias de Seder era o costume Judeu contar enquanto se desenrola a simbologia dos alimentos, as histórias di povo judeu no Egito e seu sofrimento – Na ceia de Cristo porém existe algo novo neste Seder (ordem para o serviço), Ele não está mais se lembrando das coisas passadas mas apontando exclusivamente para o Futuro! Aqui existe um elo entre os dois testamentos, agora em uma cerimônia de páscoa quando família inteirasse reuniam de acordo com a Lei e lembravam a escravidão e a libertação do Egito, aproveitando para contar de forma didática a seus filhos este importante acontecimento, Jesus reunido com os seus introduzindo algo novo, que é um olhar para o futuro, olhamos o passado e nos lembramos do seu sofrimento, mas olhamos ao futuro e vemos nele a sua volta vitoriosa!

No decorrer da historia o povo judeu foi introduzindo costumes as suas tradições, sem contudo perder o conteúdo didático e profético destas tradições, pelo tempo de Jesus, destes novos costumes existem dois que são muito importantes para que possamos entender com um pouco mais de clareza o que aconteceu na noite da ceia, são estes os costumes relacionados ao pão e ao vinho:

A Busca Pelo Pão escondido

Depois do término da refeição, o líder do Sêder deixa as crianças livres para encontrarem o afikoman, que havia sido embrulhado em um guardanapo e escondido antes. A casa fica em polvorosa, já que todo mundo se apressa para ser o primeiro a encontrar o afikoman e reivindicar o prêmio quando o vovô o toma do localizador sortudo. O valor corrente equivale a U$5,00! Tendo o líder recuperado o afikoman, ele o despedaça e o distribuí em pedacinhos para todos que estão sentados ao redor da mesa. Os judeus realmente não compreendem essa tradição, mas as tradições não precisam ser compreendidas – apenas seguidas! Contudo, crê-se amplamente que esses pedaços de afikoman trazem uma longa e boa vida aos que os comem.

A tradição talvez date da época de Jesus. Se for esse o caso, então Lucas 22:19 assume um sentido maior: "E tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim". Pois Jesus, o Messias teria tomado, dos três, o matzá do meio, o pedaço que ficava para o sacerdote, o mediador entre Deus e o povo, partido (como Seu corpo seria partido), envolvido parcialmente em um guardanapo de linho (como Ele seria envolto em linho para o funeral), o escondido, (assim como Ele foi enterrado), o trazido de volta (assim como Ele seria ressuscitado), e o distribuído a todos os que se assentavam com Ele (assim como Ele iria ainda dar a Sua vida para todos os que cressem). Como Ele assim o fez, estava consciente de que o pedaço de matzá do meio representava Seu próprio corpo imaculado dado para a redenção de Seu povo. Assim como o matzá é todo marcado e perfurado, Seu próprio corpo seria mais tarde marcado (pelos açoites) e perfurado e é por essas pisaduras que fomos sarados (Isaías 53:5). O pedaço de matzá do meio, ou o afikoman, é nosso pão da Santa Ceia.

A Terceira Taça

A terceira taça de vinho é tomada após a refeição. È a taça da redenção, que nos faz lembrar o sangue derramado do Cordeiro inocente que trouxe nossa redenção do Egito. Vemos que Jesus tomou a terceira taça em Lucas 22:20 e em I Coríntios 11:25, “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”. Essa não foi simplesmente uma taça qualquer; foi a taça da redenção da escravidão para a liberdade. Essa é a nossa taça da Santa Ceia.

Claro que alguns costumes foram sendo alterados com o tempo mas ao estudar a páscoa da forma que os judeus a comemoram vemos claramente, muito embora os que não são messiânicos não consigam ver, paralelos claros com a vida de Cristo. Muitos outros costumes judaicos existem e eles enriquecem e nos ensinam com maior clareza a obra de Cristo, porém é pouco o espaço aqui para dizer tudo agora. A Igreja foi perdendo suas origens judaicas e foi se paganizando, claro que a Igreja não é o judaísmo, mas não podemos ignorar as origens, infelizmente quando falamos de cristianismo falamos muito mais da cultura grego-romana  do que da judaica.

O verdadeiro significado da Páscoa, mencionada na Bíblia, é aquele que Deus criou há muito mais de quatro mil anos e que foi renovado por Jesus há dois mil anos. Páscoa é libertação; e libertação do pecado. Páscoa é ressurreição, é vida. Jesus veio para nos dar vida e vida com abundância... Vida Eterna.

Queria deixar aqui uma advertência não minha, claro, mas bíblica, para que possamos em Cristo viver sempre em Páscoa, pois nossa passagem breve se dará deste mundo, estejamos, pois prontos com nosso cajado na mão e nossos pés calcados, estejamos atentos a todo o fermento retirando de nós e banindo de nossas comemorações elementos pagãos.

Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. I Cor5.7

Rodryguez (http://didaqueteologia.blogspot.com)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Qual a melhor Bíblia para se ler?

Por: James Akin
Tradução: Emerson de Oliveira

 

Não há uma única resposta a esta pergunta porque a melhor Bíblia para se ler depende de por quê você está lendo. Basicamente, há três tipos de Bíblias a escolher--as versões literais, versões dinâmicas, e versões  especiais.

Se você deseja fazer estudo de Bíblia então o melhor é uma versão literal. Este tipo de Bíblia é tão próximo possível ao hebraico, aramaico ou grego originais (essas são as línguas em que as Escrituras foram originalmente escritas). 

As vantagens de uma versão literal são que preservam as nuances do texto que estão perdidas em outras traduções e que corre menos risco de injetar as idéias dos tradutores no texto. Esses itens são importantes se você está desejando fazer um sério estudo da Bíblia.

A desvantagem das versões literais é que, por serem muito próximas dos idiomas originais, são mais difíceis para as pessoas lerem. Nem sempre é possível fazer uma transliteração para a linguagem de hoje sem sair do literalismo, e não é possível atualizar o português para a língua bíblica original.

Este problema é aliviado nas chamadas versões dinâmicas. Estas não ficam tão presas ao texto original e como resultado elas são mais fáceis ler porque que os tradutores estão mais livres para traduzir as palavras para o português atual.

As desvantagens são que muitas nuances do texto são perdidas e, talvez, muitos preconceitos teológicos dos tradutores são inseridos no texto. Já que os tradutores não estão tão presos aos textos originais, eles podem atualizar as frases para a linguagem moderna, mas algumas vezes podem colocar frases que mostrem suas próprias tendências teológicas, muito (ou mais) que o texto diz literalmente.

Isto faz as versões dinâmicas inadequadas para um estudo da Bíblia, mas para o leitor leigo da Bíblia, elas podem ser úteis.

A terceira classe das traduções é a que eu chamo de versões especiais. Também pode-se chamá-las de Bíblias de novidade. Estas são versões onde os textos são deliberadamente parafraseados de uma maneira não convencional.

Durante os séculos, um certo conjunto de convenções foi ficando tradicional entre os tradutores. Por exemplo, a palavra grega christos é tradicionalmente traduzida como "Cristo" ao invés de "Ungido", apesar deste último ser uma melhor expressão do que a palavra literalmente significa.

Uma tradução especial poderia escolher traduzir christos como "Ungido", o que faria as pessoas lerem não "Jesus Cristo" mas "Jesus Ungido". Este seria um meio não convencional de agir, mas não seria inexato, e poderia fazer o leitor ter mais conhecimento do significado original, que ele não teria se visse uma versão literal.

Esta é a vantagem que as versões especiais têm a oferecer--elas podem lhe fazer ver a Bíblia com novos olhos e fazê-lo ver coisas que não tinha tomado conhecimento antes.

As desvantagens para as versões especiais, porém, são grandes. Primeiro, por tentarem ser não convencionais elas podem confundir uma pessoa que não está tão fundamentada na fé tradicional da leitura da Bíblia, como os outros cristãos fazem. Segundo, elas podem ter mais influências do tradutor que as versões dinâmicas. Terceiro, já que elas são versões idiossincráticas, são feitas por pessoas idiossincráticas (ou por pessoas que tem todos os tipos de idéias teológicas esquisitas).

Por estas razões, as versões especiais deveriam ser usadas só por pessoas que já têm um fundamento firme na teologia cristã ortodoxa e que já leram pelo menos uma Bíblia normal. Elas não são boas para iniciados na fé cristã. Elas podem ser úteis para um cristão maduro, bbilicamente fundamentado. Aí sim, saberá julgar o conteúdo. Mas elas não são indicadas para um estudo bíblico sério.

Aparte do tipo de Bíblia que a pessoa escolha, há várias outras considerações para se ter em mente quando escolher uma Bíblia.

O primeiro destes é o nível de formalidade ou informalidade da pessoa. Muitas pessoas acham irreverente se uma Bíblia toma um nível muito baixo de formalidade. As pessoas podem se sentir mais confortáveis com as traduções mais velhas e as acharem mais dignas e confiáveis em seu texto.

Outras pessoas podem achar que certas palavras na Bíblia já são um certo tipo de impedimento para a leitura de Bíblia. Esta é uma questão de gosto pessoal, e assim as pessoas deveriam escolher qualquer tipo que seja da Bíblia que elas achem confortáveis.

[N. do T.: neste ponto, James Akin disserta sobre algumas versões americanas. Vamos fazer o correspondente para o português. Além da divisão tradicional das bíblias católicas e protestantes, que as bíblias católicas tem os livros deuterocanônicos - que os evangélicos chamam de apócrifos - existe um tipo de movimento na Inglaterra e Estados Unidos que pregam que existe uma outra diferença - o chamado movimento que defende que só a Bíblia King James é a versão correta, em português, a Almeida Corrigida e Fiel. Este movimento diz que só o TR, que é o manuscrito de onde vem a Bíblia King James e a Almeida, é o correto e as outras Bíblias - católicas inclusive - provêm dos manuscritos alexandrinos, que para eles, são corruptos. Não passa de um movimento herético e preconceituoso que tenta dividir os cristãos. Tratamos deste assunto em outro lugar deste site. O que importa comentar neste ponto é que a King James/Almeida, apesar de serem respeitáveis, contêm falhas, como todas as bíblias. Contudo o TR contêm muitas adições que as outras bíblias não tem. São excelentes para um estudo sério da Bíblia, mas é preciso ficar atento aos textos.
A Almeida é protestante e tem uma história idem. Para os católicos ela não tem oimprimatur, que é a autorização dada por um eclesiástico para a leitura de uma Bíblia. Almeida traduziu sua bíblia das mesmas fontes que tinham feito a King James. Outras bíblias, como a Tradução na Linguagem de Hoje, não são indicadas para um estudo sério, visto serem livres demais.
As Bíblias católicas são amplas em variedade. Destacamos a Bíblia de Jerusalém, que foi traduzida por dominicanos da Escola Bíblica de Jerusalém, com fartas notas e apêndices, sendo uma Bíblia científica e a Vulgata Latina, versão Mattos Soares, que, apesar de ser difícil de ser encontrada, é interessante para ver a Vulgata original.
Também há a Bíblia TEB - Tradução Ecumênica - feita por católicos, protestantes e judeus. Uma excelente Bíblia que mostra o feito da cooperação dastas três vertentes. Excelentes notas completam o estudo.
Uma bíblia não podemos indicar: a chamada Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, que dispensa comentários. Sua falta de exatidão e constantes falhas são bem conhecidas. Não é indicada de forma alguma.]

Uma nota adicional: há uma história contada sobre o evangelista protestante Billy Graham. Talvez seja uma história apócrifa, mas tem certa verdade. De acordo com isto, quando lhe perguntaram: "Qual é a melhor Bíblia?" ele respondeu "a que você lê".

Eu concordo, ao menos em parte. Apesar de não ter nada errado com isto (e há algumas Bíblias seriamente defeituosas), seja qual for a Bíblia que escolher, esta será a melhor para você. O estilo e tom da Bíblia que você lê não é tão importante quanto o fato você está lendo e aprendendo dela. Se você acha que o estilo da Bíblia que está lendo é difícil então mude para um diferente. Quase qualquer Bíblia que está em suas mãos para ser lida é melhor que qualquer Bíblia em sua estante que não seja lida. Sinta-se melhor com a Bíblia que lê. O conhecimento geral que se ganha das Escrituras, para qualquer pessoa bem fundamentada na fé, supera qualquer imperfeição que a tradução possa conter, e comparando com outras traduções, pode ver quais são essas imperfeições.

Isto expõe um ponto final. Às vezes pessoas perguntam: "qual a melhor Bíblia para se ler?" com a intenção de ter somente uma Bíblia e excetuar as outras. A menos que as condições econômicas lhe impeçam de ter mais de uma Bíblia, isto é um engano. É excelente ter várias versões da Bíblia para estudo.

A razão é dupla: Primeiro, toda Bíblia contém imperfeições, e comparando uma Bíblia com outras, você pode descobrir essas imperfeições. Segundo, mesmo se a Bíblia que você está lendo não comete um engano traduzindo algum verso, pode não pode dizer que este versículo será tão claro para você quanto outra tradução. Tente ver o que o versículo em outra tradução, então tudo ficará mais claro, não porque uma tradução estava errada, mas porque ela não estava tão clara nos significados dos versículos para você.

Comentário do Blog.: Certo dia ouvi alguém falando sobre a questão das traduções e versões da Bíblia, falando sobre a tradução da palavra Pão, para povos que não conhecem estes alimento como os indios por exemplo, no ponto de vista dessa pessoa não teria probelma nenhuma em traduzir pão por mandioca.  Na parafrase ficaria algo mais ou menos assim : “ Eu sou  a Mandioca que desceu do céu”  - Parece claro muito logico este argumento, porém quando Jesus disse isso, se referia também a mistério do Maná, que foi servido aos Israelitas no Deserto, sendo este Maná uma tipificação de Cristo. Logo uma parafrase dessa qualidade pode mudar o ensino teologico do texto, sendo assim ao meu ver uma tradução literal mais proxima do original se faz necessária. Cabendo aos ensinadores da Palavra a explicação clara e a aplicação dessa palavra dentro dos mais diversos contextos.

 

Rodryguez

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O paganismo da Pascoa

"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.". [Josué 24:15].

 

 

A pascoa biblica, originalmente foi celebrada pelo povo de Israel, quando este saiu do egito, cheia de significados e tipologia, esta pascoa apontava para Cristo, nosso cordeiro pascoal, que foi morto em nosso lugar sendo ele nossa passagem para uma vida nova. Por insistencia do imperador (exigencia!!!) Constantino o concilio de Nicéia fixou uma data para celebração da Pascoa Cristã diferente da data da pascoa Judaica, pois no dizer de Constantino: "uma obrigação cristã não ter nada em comum com os assassinos do Nosso Senhor", claro que esta mudança de data e esta afirmação tinha muito mais a haver com o forte anti-semitismo do império romano e sua forte assiciação ainda ao paganismo do que uma preocupação com a doutrina cristã, desta forma o cristianismo foi cada vez mais se afastando das suas origens hebraicas e sofrendo um processo lento e gradual de paganização.

Uma sociedade cristã de fato deveria ao longo dos anos ter mudado a sociedade a sua volta ou pelo menos preservado dentro da comunidade valores e simbologias biblicas, mas infelizmente não foi isso o que aconteceu. Sei que alguém por ai vai se levantar e me chamar novamente de religioso, dizer que isto não tem nada a haver etc, fico com a doutrina biblica, fico com os exemplos biblicos de israel que por se paganizar e se misturar foi espalhado entre todas as nações, sei que tenho um Deus zeloso, que o Espirito Santo arde em zelo por mim, e que nem ainda os nomes de outros deuses devem estar nos meus lábios, então não será a minha vida usada como continuadora de rituais pagãos, sencretizados em cristãos, em qualquer uma de suas formas.

O paganismo está sobretudo patente nas origens de dois símbolos,  reconhecidos como símbolos pascais: o ovo e o coelho. Os ovos têm por excelência origens pagãs: são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros pré-históricos da Rússia e da Suécia.

Para os egípcios, o deus Re nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro – Hiranyagarbha – e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P'an Ku, nasceu de um ovo cósmico. O ovo era, na realidade, considerado por diversos pagãos, como a génese da vida humana.

Já o coelho (ou a lebre), também um símbolo da Páscoa, é um “animal impuro”. Contudo, a Bíblia repugna esse animal (Deuteronômio 14:7; Levítico 11:6), o que levanta ainda mais reservas quanto à aceitação deste símbolo pascal.

Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como o símbolo da Lua; é possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto da Lua determinar a data da Páscoa. Por ocasião das festas de Astarote ( Eastre, Isthar) os sacerdotes sacrifcavam uma lebre e através da pratica da advinhação diziam ler a sorte em suas etranhas.

A unica celebração da pascoa biblica é a hebraica, com o cordeiro como simbolo maximo tanto para judeu como para cristãos.

 

Rodryguez e Carvalho

Biblias Catolicas e Evangélicas

 

É comum ouvirmos afirmação  que Lutero retirou sete livros da Bíblia Catolica, é verdade também que com igual ignorancia muitos evangélicos insistem em dizer que os católicos incluiram livros na bíblia – Não é de hoje que a falta de conhecimento, associada a uma forte arrogância tem criado bolsões exclusivistas e segregado pessoas, nações e até mesmo membros da mesma família.

Já somamos mais de dois mil anos de cristianismo, sendo importantes em questões assim, e sem anacronismo, um estudo da história para uma melhor compreensão dos fatos.

Um fato importante é que a versão dos setenta que foi vertida para vulgata e assim traduzida no universo catolico, foi oficializada pelo catolicismo apenas no concilio de Trento que foi do ano de 1545 a 1577, sendo que a reforma protestante comecou a ocorrer pelo ano de 1517 – verdade é que em muitas passagens do novo testamento, é certo que muitas vezes no contexto do novo testamento os apostolos provavelmente podem ter citado algumas passagens da versão dos setentas, mas isso não significa que a usaram como escritura nos seus dias, nem muito menos que validaram os livros inteiros como inspirados, se assim fora, Paulo por exemplo cita passagens de filosofos, e nem por isso os seus escritos são tidos como canonicos.

Mas o importante até aqui é perceber que não foram nem os protestantes que tiraram ou colocaram livros, estas versões ja existiam antes do inicio do cristianismo, portanto dizer que este ou aquele grupo dentro da esfera do cristianismo tirou ou colocou certos livros é uma postura leviana e falta com a verdade.

Agora com relação a versão tida como inspirada pelos apostolos um fato importante é nota no novo testamento o uso das expressão “leis e os Profetas” sendo esta uma terminologia usada com referencia unicamente a bíblia hebraica, e não a versão da septuaginta! Jeronimo que traduziu a versão grega para o latim assim advertiu escrevendo a uma senhora com relação a educação de sua filha:

“Todos os livros apócrifos devem ser evitados; mas, se ela quiser alguma vez lê-los, . . . deve ser informada de que não são as obras dos autores por cujos nomes se distinguem, que eles contêm muitas falhas e que é uma tarefa que exige grande prudência, achar ouro no meio do barro.”

Entre os judeus estes livros não eram aceitos como canonicos porque teriam sido escritos quando ja se havia findado as revelações diretas e profecias do velho testamento, tendo também entre eles apenas um valor historico.

Melhor do que dizer sobre quem tirou e sobre quem colocou os livros na biblia cristã, é mais prudente analisar as questões doutrinárias e historicas que fizeram as versões judaica e grega, fossem preferida uma em vez da outra, também é importante perceber que a reforma preferiu o tradicional texto hebraico enquanto que a igreja catolica o grego. Porém para nós evangélicos, além da preferencia pelo texto judeu, existem uma quantidade significativa de contradições doutrinárias encontradas nestes livros que não estão em harmonia, coma  doutrina geral encontrada nas escrituras vejamos:

  • Tobias 05.1-9: Narração de anjos mentindo. Refutação: Is 68.8; Os 4.2
    Tobias 02.9,10: Ensino de magia e superstição. Refutação: Tg 5.14-16
    Tobias 6.6-8: Queimar fígado de peixe expulsa demônios. Refutação: Mc 16.17, At 16.18 (Só o Nome de Jesus expulsa demônios).
    Tobias 12,9 e 1Macabeus 3.30: Dar esmolas purifica o pecado. Refutação 1Pedro 1.18,19, Ap 22.14 (Só o sangue de Jesus purifica os pecados).
    1Macabeus 1.15,16: Relato de assassinato no Templo e ainda esquartejaram o corpo: Refutação: Levitico 19,28; 20,3; Números 19,10 (Tias atos são abomináveis aos olhos de Deus)
    1Mcabeus 6.16; 2Macabeus 1.16; 9,28: Antíoco morre de três maneiras. Como pode uma pessoa morrer tantas vezes assim? Refutação: Is 63,8; Mt 5,34
    2Macabeus 2.24-31: O escritor assume que encontra dificuldfades para resumir o texto
    2Macabeus 15,38: O escritor assume que o livro não serve para nada. " Se ficou boa e agradável, era o que eu queria, mas se ficou fraca e medíocre, é o que fui capaz de fazer".. Refutação II PEDRO 01,20: sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.

 

Tire suas própias conclusões:

 

Rodryguez e Carvalho