Programa Adoradores sem Limites

sábado, 29 de março de 2014

Achei o Livro…

Então disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o livro da lei na casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã, e ele o leu. [2 Reis 22:8]

 

Comecei de novo minha leitura integral da bíblia, livro por livro estou lendo levítico por esses dias, conforme os anos passam as leituras vão ficando cada vez mais criticas e damos atenção as passagens que antes por algum motivo ignorávamos. Ganhei meu primeiro Novo Testamento da minha tia quando eu tinha 8 anos e idade e “devorei-o” em um mês. Depois disso ganhei um Evangelho Ilustrado com várias gravuras e em uma linguagem bem apropriada a minha idade, devorei-o também em poucos dias. Mas confesso claro que entendia muito pouco, porém a cada final de uma leitura eu era desafiado nas escolas bíblicas a começar uma nova leitura e assim tem sido até hoje.

Quando comecei a estudar no seminário aos 19 anos eu já estava familiarizado com os livros da bíblia, e já tinha um certo conhecimento doutrinário graças as aulas da escola bíblica dominical que eu assiduamente frequentava.

Lembro ainda dos “debates” que meus tios (professores de EBD, pastores, etc.) faziam em casa sobre temas acalorados abordando assuntos como a trindade divina, escatologia, e como assembleianos tradicionais que eram não podiam faltar um pouco de ensinos sobre usos e costumes.

Meu avô foi batista, e exerceu uma espécie de ministério de evangelista leigo, pregando nas praças publicas do nordeste do país e exercendo funções pastorais nas ausências do titular.

Enfim tive a oportunidade de sempre ter comigo a proximidade com a Bíblia e hoje com 40 anos percebo uma certa frieza no que diz respeito a leitura e familiaridade com as Escrituras por partes de muitos cristãos. Muitos paradigmas estão estabelecidos em nossos dias, e a bíblia mesmo estando intacta com relação ao seu texto escrito não o esta no coração de muitos, pois conhecem apenas os textos isolados, retirados do seu contexto e fazendo apologia a pretextos que muitas vezes destoam das verdades bíblicas.

Me lembro que ainda criança eu via meus tios com seus dicionários e concordâncias procurando o máximo entender os textos nos seu contexto, e um tempo depois viam meus primos mais velhos se esforçando como podiam para estudarem as línguas originais e assim darem prosseguimento na herança de compreender cada vez melhor os contextos bíblicos. Meu avô de tanto que lia, alinhando a sua cultura nordestina com a participação da minha avó compunham versos da bíblias capitulo por capitulo e livro por livro!

Não éramos de nenhuma família com formação teológica acadêmica, mas eram entusiastas na leitura da bíblia, e acreditávamos que a leitura da bíblia por si é capaz de conduzir o homem ao conhecimento da salvação, e por isso distribuíamos bíblias como presentes aos nossos amigos não cristãos, me lembro de um caso em especial de um colega de trabalho que eu mesmo presentei com uma bíblia e ele a leu compulsivamente e foi entendendo por si algumas questões fundamentais a salvação.

Temo que estamos deixando de ser o povo do livro, como dizem os islamitas e estamos´passando a ser o povo dos versos isolados, das abreviações textuais que tanto causam dano a verdadeira fé.

Tem algo estranho em nosso meio, cultos sufocados com tantas apresentações e pouco espaço para a palavra, hinos que não estão mais fundamentados na palavra, vidas que não seguem mais a sã doutrina até porque não a conhecem e não tem interesse em conhece-la. O mais engraçado disso tudo é que todos procuram um texto, onde possam fundamentar suas atitudes, outro dia um amigo esteve aqui falando sobre a importância do ministério dos levitas na Igreja, etc. Cheio de textos bíblicos, e deu um certo trabalho ele entender o ministério dos filhos de Levi, que não era só o canto e deu muitos mais trabalho ele entender que tal ministério não existe mais…

Enfim como disse comecei de novo minha leitura, muito mais criticas do que das vezes anteriores, critica, não porque eu procure falhas no texto ou procure descobri alguma verdade “TEOLOGICA” nova, etc. Digo critica porque vejo a minha vida, reflito e procuro pela transformação, No Genesis percebi o mal causado pelo pecado e sua capacidade de se estender nas descendência humana mas vi também a fidelidade de Deus na vida de homens como Noé e os demais patriarcas, e percebi a importância que Deus da para a aliança. No êxodo novamente percebo a importância do Cordeiro de Deus, não só para livrar Israel do Egito como para aplacar a ira de Deus nos 40 anos de Deserto, e no Levítico que estou lendo hoje, a santidade que é necessária para se continuar andando com Deus.

Minha esperança enquanto leio é mas alguém no meio da fé dita evangélica, seja surpreendido algum dia e grite para todos os lados: “Achei o Livro”

 

Rodryguez & Carvalho

terça-feira, 25 de março de 2014

A Procura

 

Eu procuro…

Uma liturgia de culto que se preocupe mais com a essência do que com forma

Uma liturgia que se preocupe que de mais atenção ao tempo do evento do que ao tempo cronológico.

Um culto onde Deus seja colocado em primeiro lugar, onde o culto não seja um culto a personalidade.

Um louvor onde propósitos narcisistas e egocêntricos, dos “levitas” sejam abandonados

Um louvor que ao invés de triunfalismos humanos volte a falar sobre sobre Cristo e sua obra

Procuro por pregadores que não sejam profissionais comprometidos com um resultado “duvido$$o”, antes sejam profetas capazes de descortinar o erro e apontar o caminho.

Procuro por  uma Igreja não por um clube social, com eventos, reuniões e atividades quem em nada podem trazer a metanoia tão apregoada nos evangelhos.

Quero um culto, onde se possam e sejam prestadas homenagens a Divindade, onde se leva a sério que toda a Glória e honra pertencem não aos homens, e onde não sobre glória para mais ninguém a não ser para Deus.

Procuro uma Igreja que em  nada imite esse mundo, pois não tem por padrão o mundo, antes tem seu padrão na cidade de firmes fundamentos do qual o artífice e construtor é Deus.

Procuro por crentes que não sejam alienados da sua responsabilidade social para com os necessitados, e saibam que a igreja não é um “clube Santo”.

Procuro ansiosamente uma palavra, que  não seja identificada como palavra de auto ajuda, mas uma palavra que me choque, me machuque e me faça ver a minha real situação diante de Deus

 

Procuro alguém que de fato se coloque na brecha.

 

Rodryguez&Carvalho

sábado, 15 de março de 2014

Os cristãos e as pirâmides de lucro fácil

 

 

Tenho visto de uns tempos para cá muitos cristãos que vão se enrolando com empresas que prometem lucro facil e rapido, identificadas muitas vezes como piramides. No começo uma empolgação com o sistema, logo depois o sistema das piramides ou outro nome que se lhes dê passa a ser quase uma confissão religiosa, e vários versículos da biblia são citadas, na mesma modalidade que o faz a “teologia da prosperidade”, e por fim pessoas que perdem o que tem, enganan os outros pois “os meios justificam os fins”, trazem confusão para dentro de suas igrejas, haja vista que acabam por captar outras pessoas na mesma loucura.

Bom , faço questão de postar aqui esse artigo extraido do blog http://reavivamentoereforma.com/  leia com atenção:

 

Os cristãos e as pirâmides de lucro fácil

dinheiro fácilOntem, recebi e-mail de um leitor preocupado com um assunto que tem incomodado. Eu mesmo já recebi alguns e-mails inconvenientes que prometem ganho fácil. Por isso, resolvi publicar este texto, com informações do leitor e algumas “garimpagens” minhas.

Ultimamente, tem-se visto em várias igrejas pessoas que convidam outras a aderir a esquemas de alta e rápida lucratividade e planos que têm o potencial de virar verdadeiras “febres” por algum tempo. Apesar de a propaganda denominá-los de empresas de “marketing multinível” e de envolverem pequenas atividades que disfarçam sua real natureza, negócios como esses configuram verdadeiros esquemas ponzi ou pirâmides financeiras.

Em pirâmides financeiras, o investimento de adesão dos novos associados, geralmente alto, gera renda para seus recrutadores, bem como para os que estão acima na pirâmide, até certo nível. E, o principal, para também obter lucro, o associado precisa, ele também, recrutar outras pessoas. Nesses esquemas, os associados precisam periodicamente fazer novos investimentos.

A Economia e a História já provaram que pirâmides financeiras tendem a saturar, colapsar e, por fim, quebrar, provocando graves prejuízos aos participantes, especialmente aos que entraram por último e estão na base da pirâmide.

A legislação brasileira considera ilegais atividades desse gênero. Conforme preceitua a Lei 1521/51, que dispõe os crimes contra a economia popular: “Art. 2º. São crimes desta natureza: IX – obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (‘bola de neve’, ‘cadeias’, ‘pichardismo’ e quaisquer outros equivalentes).”

Cristãos deveriam se preocupar com essa prática notadamente exploratória e gananciosa, impedindo que ela seja disseminada nos templos, inclusive sob a alegação de ser “uma bênção de Deus para os participantes”.

É preocupante também a forma como os participantes buscam recrutar novos membros para seu esquema, com muito mais interesse e afinco do que tentam atrair ovelhas para o caminho de Deus. De igual modo, também causa incômodo ver o quanto as pessoas estão agindo inconsequentemente em busca de dinheiro, aplicando recursos (muitos até fazendo empréstimos) em negócios obscuros e ilícitos, mas que proporcionam alto lucro em pouquíssimo tempo.

Evidentemente que para que as “pirâmides” possam ser caracterizadas como crimes contra a economia popular, toda a questão girará em torno da existência ou não de dolo por parte daqueles que promovem essas atividades, isto é, se existe ou não vontade consciente de ludibriar, fraudar e/ou ganhar dinheiro fácil às custas da coletividade (algo que dificilmente se pode saber, de início). Como geralmente esses tipos de “correntes” ou “pirâmides” funcionam à margem da lei, tornam-se  instrumento fácil de sonegação de impostos e demais práticas irregulares, dentre as quais o próprio financiamento do tráfico de drogas, já que são atividades que por sua própria natureza informal não sofrem a fiscalização do poder público. Justamente a falta de fiscalização é que torna essas atividades extremamente perigosas.

A propósito, segue abaixo ementa de uma decisão do Tribunal de Justiça de SP, que analisando um caso concreto, concluiu pela ilegalidade da situação:

“Ementa: …conhecida por corrente ou pirâmide fraudulenta (obrigar o contratante a arregimentar novos subscritores para receber bonificações compensatórias do valor pago para ingresso na cadeia que favorece exclusivamente quem vende a ilusão do lucro fácil) – Prática condenada (art. 2º, IX, da Lei 1521/51) e [...] Ementa: Negócio realizado com a falsa aparência de marketing multinível e que encerra verdadeira ilicitude conhecida por corrente ou pirâmide fraudulenta (obrigar o contratante a arregimentar novos subscritores para receber bonificações compensatórias do valor pago para ingresso na cadeia que favorece exclusivamente quem vende a ilusão do lucro fácil) – Prática condenada (art. 2º, IX, da Lei 1521/51) e que não sobrevive com a cumplicidade da internet, por falta de boa-fé objetiva quanto ao dever post factum finitum – Provimento, em parte, rescindindo o contrato (art. 166, II, do CC), obrigando a devolução da quantia paga atualizada, excluído o dano moral (9088484-23.2009.8.26.0000. Apelação / Perdas e Danos. Data do julgamento: 07/10/2010; TJSP).”

Além do crime contra a economia popular, esse tipo de “esquema” pode também, dependendo do caso, configurar estelionato, tipificado no art. 171 do CP:

“Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis.”

E é bom lembrar que sonegação de impostos também é crime.

Um dos e-mails que recebi me convidando para uma dessas “correntes” chegou ao extremo de citar o Salmo 112:3: “Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre.” Sim, prosperidade e riquezas (que nem sempre têm que ver apenas com dinheiro) haverá na casa do justo (se Deus assim o quiser). Mas e o que dizer dajustiça, também mencionada no verso? Será que esquemas obscuros de lucro fácil passam no crivo da justiça?

À luz da Bíblia e do Espírito de Profecia, não há dúvidas de que tudo que represente aparência do mal deve ser evitado pelo cristão. Devemos, por precaução, ficar longe desse tipo de “investimento”. Dinheiro nunca é ganho de maneira fácil, senão com o “suor do rosto”. Toda e qualquer atividade que desvie o foco do cristão dos “tesouros do Céu” e o faça focalizar apenas o ganho fácil, torna-se perigosa e deve ser vista com cautela.

Michelson Borges é jornalista e mantenedor do blog Criacionismo

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