Programa Adoradores sem Limites

terça-feira, 16 de julho de 2013

Diferente

Sou de uma época em que o cristão evangélico pentecostal  era de longe percebido, vivia a sua vida em separado das coisas do “mundo” vestia-se com pudor e procura ser o mais exemplar possível na sociedade que o cercava.

Era um povo que tinha identidade, costumes e um modo de ser que expressa o seu modo de pensar, se identificando como peregrinos e forasteiros neste mundo e aguardando com paciência e perseverança a volta de Cristo.

Claro que tínhamos os exageros em relação as nossas posições sobre usos e costumes, porém um ponto positivo dessa época na minha opinião e que éramos diferentes, gostávamos de ser diferentes, tínhamos prazer em ser diferentes e saber que o mundo nos olhava e percebia essa diferença.

A diferença não estava apenas nos usos e costumes, estes eram apenas um espelho do que realmente somos. Não estou aqui ser saudosista e nem defender qualquer uso e costume, porém não posso deixar de considerar as lições que aprendi durante esse tempo, lições que até hoje norteiam a minha vida.

Também na minha humilde opinião, creio que hoje vivemos o momento da conformação e da acomodação, ninguém mais quer ser diferente, até porque ser diferente e defender seu ponto de vista parece estar fora de moda, e falando em moda, todos querem andar de acordo com a última moda, com aquilo que todo mundo faz e gosta, para enfim parecer um alienado neste mundo?

As vezes me pego pensando no voto do nazireu, que loucura! Cabelos compridos, não tomava vinho e evita cerimonias fúnebres, de longe as pessoas em Israel sabiam identificar um nazireu, e sabiam que o nazireu vivia uma vida de exclusividade para com Deus, uma consagração absoluta!

As vezes penso nos profetas em suas vestes e jeito de ser, quem não reconheceria um? Penso nos cristãos com sua postura de fé diante do império de Roma, nem a morte nas arenas foi capaz de frear aqueles que alvoraçaram o mundo de sua época. Penso em Cristo um judeu comum que passava até desapercebido pelas multidões mas quando abria a sua boca falava com uma autoridade nunca vista antes.

Diferença, essa é a palavra chave!

Mas sei que essa diferença não pode ser regulada de forma normativa para todos os cristãos, porque para cada um Deus tem uma medida, e nos sabemos a nossa medida!  Porém na sua medida, na vocação na qual Deus te chamou, você tem feito a diferença?

Para terminar gostaria de dizer que, tenho visto que os cristãos mais liberais, que fazem quase tudo o que o mundo faz, que sentem prazer por este mundo como se não houvesse outro, quando passam por algum aperto ou tribulação sempre procuram aquele irmão ou irmã que julgam diferente, que de longe não querem imita-lo, mas que sabem que por algum motivo, neles o Espirito Santo ´[e mais operante! Já parou para pensar nisso? Não? então pense…

Rodrygues&Carvalho

A todos os diferentes que levam a sério a obra de Cristo e sabem que um verdadeiro Cristão é considerado um louco nesse mundo!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Voltando ao primeiro amor

Domingo para mim sempre é um dia especial, apesar da rotina religiosa que envolve, escola bíblica pela manha, reunião na sede ( as vezes ) a tarde e culto a noite, domingo também é o meu dia particular de reflexões. Como cristão minha reflexão sempre se dá com relação as atividades religiosas, sempre me preocupo se serei apenas mais um cumprindo um papel metódico, ou se serei um adorador, indo para casa de Deus com a alegria que descreveu o salmista no salmo 122.

Este domingo após a escola bíblica fomos a a um almoço na casa de nossos pastores e a\amigos e na volta busquei no youtube e no google hinos bem antigos da década de 70 e 80 e outros mais antigos que faziam parte da memoria de meus pais e avós e claro automaticamente também fazem parte da minha memoria.

Ouvindo esses louvores sempre acontece que choro, ora por lembrança da minha forte herança evangélica, ora o motivo é a lembrança dos meus entes queridos que já se foram, no culto cantando e pregando. Em outras ocasiões me lembro de momentos específicos e gloriosos em que esses hinos estiveram presentes e na ocasião foram como uma luva para minha realidade de então.

Mas desta vez a nostalgia e o saudosismo foi mais longe, me lembrei dos dias gloriosos da doutrina que aprendi. Dos cultos em que o poder e a presença de Deus eram visíveis até para o mais incrédulo que estivesse presente, das respostas de Deus tão rápidas as nossas orações, e essa lembrança me deu um gosto amargo, uma tristeza. Sentado na mesa, falei com minha esposa que eu achava que nunca mais a Igreja seria o que um dia (na minha visão) ela havia sido.

Mas foi ai que eu tive uma “iluminação”. Ouvi uma voz profunda no meu intimo que me dizia: E você será algum dia aquele crente de outrora? Animado, contagiante, evangelizador, sempre constantes nas orações e vigílias?

Entendi que não foi apenas as pessoas e instituições que mudaram, mas eu também havia mudado! Entendi nessa hora que Deus não precisa de números, mas de apenas alguém que se disponha que se “coloque na brecha” _ Chorei de novo! Agora não pelo saudosismo e a falta de esperança no futuro glorioso da Igreja, mas chorei porque entendi que eu havia deixado o meu primeiro amor!

Assim como a Igreja de Éfeso com seus constantes trabalhos e perseverança, com sua firmeza doutrinaria colocando à  prova os hereges que se diziam apóstolos em o serem, assim me encontrava eu, atarefado nos labores da vida eclesiástica, atento as questões apologéticas, porém sem o fogo ardente do primeiro amor! Fazendo mas por consciência da minha obrigação para com Cristo do que pelo prazer de servi-ló!

A noite em nossa congregação foi o culto de missões, cheguei diferente aproveitei cada hino, cada saudação, cada momento e disse para mim mesmo: Aquela Igreja vida e espiritual ainda existe! Sim ela existe eu é que não estava enxergando-a. Tive a oportunidade de ministrar a palavra nesse dia e enfatizei que apenas uma Igreja envolvida de coração coma causa do mestre, pode levar uma mensagem de via ao coração daqueles que se encontram em trevas e claro usei como nunca havia usado antes Apocalipse Cap. 2.4

Minha mensagem agora é essa: Voltemos todos ao primeiro amor!

Deus em Cristo te abençoe.

Rodryguez & Carvalho

sábado, 29 de junho de 2013

# Vem para oração!

 

Manifestações populares, passeatas, atos e como estamos vivendo na era cibernética não pode falar o famoso # compartilhar, pelas redes sociais. É a voz do povo cansado de ser jogado de um lado para outro, cansado de ser massa de manobra na mãos de homens poderosos, cansados de tantas injustiças e irregularidades nas diversas esferas da vida politica e social dessa nação.

A frase do momento em todas as redes sociais é : “ # Vem para rua!” – Não apenas apenas a “praça é do povo assim como o céu é do condor” ( Castro Alves) mas também as ruas, as avenidas, as rodovias, os paços municipais. Isso me faz meditar nessa hora e nesse momento “histórico” sobre a constituição de nosso país, sobre o cristão e seu papel em meio a toda essas manifestações.

A constituição de nossa república diz assim no seu  Art. 1º, Parágrafo Único."Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição".  Sendo assim dos mais simples individuo a mais complexas agremiações, é o povo o mandatário e o real governante dessa nação, mas em momentos assim de agitação civil o povo parece ser o inimigo e o Estado munido com seu poder garantido não pelo povo mas pela força, acaba por fazer-se desacreditar o que diz a nossa lei.

Não sou nem jurista, nem sociólogo, nem muito menos um rabula da lei para discorrer sobre a legalidade de certas ações, falo das coisas que penso ser , das coisas que analiso como elas me parecem.

Mas sou cidadão! Então de alguma forma esse poder constitucional emana também de mim como parte do povo brasileiro! Antes de ser cidadão sou Cristão, logo então vivo a dualidade da minha cidadania, uma temporaria emprestada que é a terrena e outra a eterna que é a  do Céu. E com tal devo ver tudo sempre levando em consideração esta minha condição.

Olhando estas manifestações me lembro de uma frase dos antigos gregos e romanos: Vox Populi, vox dei. A voz do povo é a voz de Deus!  Estou dizendo isso porque vejo que as as vezes nos Cristãos nos deixamos levar pela maioria, pelo clamor popular e entendemos ser esta a vontade de Deus. Porém, nem sempre é assim.

O interesse da historia dessa frase é os antigos gregos iam se consultar com o deus Hermes na cidade grega de Acaia, faziam uma pergunta ao próximo ao ídolo, e depois o devoto cobria sua cabeça e saia a rua, as primeiras palavras que ele ouvisse na rua seriam interpretadas como a resposta divina a sua petição!

Esta voz do povo, não é então uma resposta de um deus, é antes de mais nada um desespero uma vontade de obter respostas a qualquer custo, para que a vida seja assim norteada.  O tempo foi passando e a frase foi adquirindo um significado diferente, e em nossos dias ela tem a conotação de uma VERDADE.

Não estou dizendo que os clamores populares não são justo e também não estou dizendo que nos cristãos não devamos tomar nossa posição ao lado da justiça e da verdade. Estou porém acrescentando que nós antes de qualquer outra voz devemos ouvir a voz de Deus.

Quando falo em voz de Deus, não falo da profecia, ou da revelação, amigos pentecostais, mais que amigos irmãos pois também sou pentecostal me desculpem mas não é sobre isso que falo.

Falo da voz de Deus, expressa nas Escrituras Sagradas, voz essas que ignoramos ou re-interpretarmos de acordo com nossas intenções. Falando em Voz de Deus, vejamos o que a Escritura diz sobre o papel do Cristão em frente aos poderes constituídos:

ADMOESTO-TE pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador.  I TIMOTEO cap. 2.1-3

Quer ter uma vida quieta e sossegada? ORE pelas autoridades antes do “# Vem pra rua” dobremos os nossos joelhos e oremos por aqueles que exercem autoridade! seria um momento apropriado para um “ # vem para casa de oração” a não ser que você seja um desses Cristãos que não creem no poder da oração, venha, vamos orar primeiro.

Neemias tinha um desejo de reorganizar a vida politica, religiosa e social de Jerusalém, orou primeiro e depois foi falar com o rei quando a ocasião apareceu.

Embora a constituição diga que o poder emana do povo, nos cristãos sabemos de quem realmente emana todo o poder, e temos um livre acesso a sua presença, porque não chegar diante dele então primeiro e depois com benção dele sobre nós irmos as ruas pelas justas  reivindicações?

O cristão deve saber que ele é cidadão do pais em que se encontra e deve com tal lutar pela melhorar sua pátria levando sempre consigo os valores do outro Reino do qual faz parte a saber o Reino dos Céus.

Não sou daqueles que acham que devemos ficar quietinhos enquanto existe uma luta ai fora, mas sou daqueles que sempre e em primeiro lugar preferem buscar a orientação na palavra de Deus, se armar com as armas invisiveis e assim ir para a a luta visivel.

Temos visto alguns atos isolados é verdade de violencia quer da parte de manifestantes, quer da parte de policiais, não me espanta pois esta é a inclinação natural da carne! Por isso Cristão sejamos espirituais!

Que tal compartlharmos isso neste momento tão especial em nossa nação:

# “ Se o meu povo que seja pelo meu nome… “

 

Rodryguez & Carvalho

domingo, 23 de junho de 2013

As concepções da verdade

 

Grego, latim e hebraico

Nossa idéia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três
concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.


Em grego, verdade se diz aletheia, significando: não-oculto, não-escondido, não dissimulado.O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro seopõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.

Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas e o verdadeiro está nas próprias coisas. Conhecer é ver e dizer a verdade que está na própria realidade e,
portanto, a verdade depende de que a realidade se manifeste, enquanto a falsidade
depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.


Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de
um relato, no qual se diz com detalhes, pormenores e fidelidade o que aconteceu.
Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como
foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a
linguagem enuncia os fatos reais.


Em Veritas, a verdade depende, de um lado, da veracidade, da memória e da acuidade mentalde quem fala e, de outro, de que o enunciado corresponda aos fatos acontecidos. A verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. As coisas e os fatos não são reais ou imaginários; os relatos e enunciados sobre eles é que são verdadeiros ou falsos.

Em hebraico verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.

A verdade se relaciona com a presença, com a espera de que aquilo que foi prometido ou pactuado irá cumprir-se ou acontecer. Emunah é uma palavra de mesma origem que amém, que significa: assim seja. A verdade é uma crençafundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia.


Aletheia se refere ao que as coisas são; veritas se refere aos fatos que foram;
emunah se refere às ações e as coisas que serão. A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes (como na aletheia), aos fatos passados (como na veritas) e às coisas futuras (como na emunah). Também se refere à própria realidade (como na aletheia), à linguagem (como na veritas) e à confiança-esperança (como na emunah). Palavras como “averiguar” e “verificar” indicam buscar a verdade; “veredicto” é pronunciar um julgamento verdadeiro, dizer um juízo veraz; “verossímil” e “verossimilhante” significam: ser parecido com a verdade, ter traços semelhantes aos de algo verdadeiro.

Fonte: Livro Convite a Sabedoria – Marilena Chaui – Ed Atica.

domingo, 9 de junho de 2013

O verdadeiro encontro com Cristo

 

A palavra evangelho, não é originária do mundo cristão ou judaico, é antes de tudo uma palavra do mundo grego, empregada de forma muito apropriada do grego clássico com o sentido de boa-nova, boa-nova essa que  provocava manifestações  de um júbilo passageiro, com os conceitos de salvação, alegria e gratidão para com uma divindade pagã.

Uma coisa interessante a se notar neste vocábulo é que quer fosse de uso civil ou teológico, a alegria por ela provocada sempre seria passageira.

Assim como outras palavras da língua a palavra Evangelho  (euaggleion) passa por alterações semânticas e adquiri novos significados que transcendem o significado anterior, assim foi com a palavra AGAPE, em um resumo rápido o melhor amor para a melhor pessoa, ou ainda o melhor amor para a pessoa mais honrada no caso de Cesar por exemplo! Logo ágape passa a ser nos autores bíblicos a melhor e mais exaltada expressão do amor não para a melhor pessoa, visto que não há ninguém melhor ou acima de Deus, mas sim para o pecador!

A palavra evangelho agora na pena e mentalidade dos escritores do novo testamento deixa de ser uma boa-nova anunciada por um vidente de um deus pagão, e deixa de ter caráter transitório. o Evangelho agora é algo anunciado pelo próprio Deus que se fez carne, não por videntes ou profetas do mundo Greco-romano, e essa boa-nova  não trás em si apenas conceitos de benção temporais como chuvas, curas ou vitória nas guerras, trás um conceito novo de uma modificação do ser humano, um renascimento, uma novidade de vida, um apagar completo dos erros e pecados do passados e um caminhar em Cristo para a vida Eterna. O caminho desse evangelho não começa com a conquista de coisas temporais, mas começa com a a renuncia e com a metanoia, conversão, mudança de mente!

O evangelho do grego clássico, no conceito originalmente usado, é o evangelho das coisas temporais e passageiras e não poderia ser de outra forma, pois em nada o homem pode ser modificado, é um evangelho que “muda” apenas alguns acontecimentos a volta do se humano, mas não é uma palavra que pode mudar a sua própria vida interior! O evangelho de Jesus é o evangelho das coisas eternas, é o evangelho da mudança, da transformação interior, é o evangelho que foi recebido  pela Samaritana junto ao poço de Jacó, por Zaqueu um odiado publico, por Maria Madalena, e pelo ladrão condenado de forma justa e crucificado ao lado de Jesus, alias esse último entendeu perfeitamente o evangelho pois alem das coisas temporais viu no Cristo desfigurado da cruz, um Rei e Senhor, pois disse: “lembra-te de mim quando entrares no teu reino”

O evangelho do grego clássico, era recheado com palavra de auto-ajuda, provocantes e confiante. O evangelho de Cristo as vezes consiste em palavras duras, em correções, é um evangelho que mostra o homem quem ele realmente é com todas as suas incapacidades, defeitos e pecados.

Tenho ouvido com frequência um evangelho estranho nas igrejas evangélicas, um evangelho de coisas passageiras, efêmeras, que causa uma euforia coletiva, no momento que é anunciado. mas que não produz frutos dignos de arrependimento.

Assim temos claramente um quadro de Cristãos que se comportam como pagãos, esperando que seu deus lhes faça tudo, barganhando com seu deus, ou mesmo procurando aplaca-ló ou até controla-ló através de seus rituais. Triste é esse quadro, pois em nada ficou diferente do relacionamento entre os deuses mitológicos e seus adoradores.

É tempo ainda, de termos um encontro verdadeiro com a pessoa de Jesus Cristo, e recebermos o seu verdadeiro evangelho, transformador e restaurador, um evangelho que vai além muito além das coisas temporais, um evangelho que com a abundancia ou com a falta dela ainda assim é uma boa-nova pois se refere apenas não a coisas, mas a pessoas, não apenas ao possuir, mas com muita atenção ao ser.

2 Coríntios 4:1-18

Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.
Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.
Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;
E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.
De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida.
E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.
Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.
Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.
Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

 

Vivamos o evangelho!

Rodryguez & Carvalho

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pastor Antonio Itanagé - Bahia

Esse é o terceiro ano consecutivo que viajo para a cidade de Livramento - Bahia. Os anos vão se passando e cada dia mais aprendo com este lugar e sua gente. Foi aqui no ano de 2011 que conheci o pastor Antonio, que preside a Igreja evangélica Assembléia de Deus no distrito de Itanagé. 

Esse homem palavras firmes e ponderadas, que já foi cortador de cana, e catador de algodão lá no interior do estado de São Paulo, recebeu e aceitou junto com sua família a difícil tarefa de pastorear uma igreja pequena, construída em material precário e sem recursos no distrito citado. 

Quando o conheci no ano de 2011 ele já havia dado termino a construção de um templo novo, derrubou as velhas estruturas e construiu um templo novo, foi em 2011 que ele me disse como as dificuldades que enfrentou, os paradigmas que teve que vencer daqueles que não viam a necessidade de um templo novo, descente e bem construído, bem como o seu esforço trabalhando como servente de pedreiro nesta construção e foi neste afã que teve o seu pé quebrado. 

Ainda em 2011 me lembro dele e de vários membros de sua congregação em cima de um caminhão no melhor estilo "pau-de-arara" indo realizar cultos em lugares ainda mais distantes da sede do município de livramento. E la se foi 2011 e eu admirando o trabalho sério e dedicado desse pastor que longe dos grandes centros e capitais desse país estava executando um trabalho digno de imitado. 

 Voltei no ano de 2012 e me encontrei novamente com o Pastor Antonio, o serviço de evangelização vinha dando frutos a igreja vinha crescendo, e agora o pastor estava com uma Motocicleta, indo e voltando cortando o poeirão dessas estradas e fazendo como sempre a obra de Deus, foi ainda em 2012 que em uma rápida visita em sua casa, que é alugada,que ele me disse o desejo que poder fazer algumas modificação em sua residencia mas para isso terei que ter o autorização do proprietário, oramos conversamos e de novo voltei para minha cidade Ribeirão Preto com a certeza de que eu estava diante de um homem de Deus sincero pregador da palavra de Deus, preservador das tradições e costumes, arauto de Cristo. 2013, ontem dia 28/05 fui a Itanagé visitar alguns familiares e na volta para minha surpresa vejo o Pastor Antonio, em frente a sua casa, agora reformada, e com uma Perua Kombi Zero em sua garagem! - 

A Kombi foi doada zero e com o tanque cheio por um empresario que grato a Deus e entendendo a necessidade da obra fez esse semeadura nos campos férteis de Deus. Chorei, ri me alegrei muito, oramos... Ele me falou da pequena igreja que hoje arrolada 50 pessoas entre seus membros, das 6 que está por batizar no próximo batismo, das outras tantas que estão frequentando a a Igreja como congregados e se preparando para serem batizados. 

 Pastor Antonio continua com sua simplicidade, firmeza e doutrina, não mudou em nada. Está claro contente pela bençãos recebidas, e cada vez mais firme em seu proposito que é evangelizar, pregar e cuidar das ovelhas. Sou grato a Deus, pois pude ver com meus olhos, experimentar e sentir o agir poderoso de Deus na vida daquele que atendo ao chamado divino não olha as adversidades temporais, mas prossegue em rumo da cidade que tem firmes fundamentos do qual o artífice e construtor é Deus.

 Se Deus me permitir que venham os próximos anos.

 A proposito, vou copiar aqui o texto que o pastor Antonio vai adesivar no na sua kombi: 

  Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós…" Efésios 3.20

Rodryguez&Carvalho

sábado, 11 de maio de 2013

O pregador e o culto a Deus.

Esta semana foi uma semana muito corrida, culto quase todos os dias! – Isso claro que me fez pensar no significado do culto cristão para mim e nas implicações dele no meu relacionamento com Deus, com a igreja e com as pessoas de fora da fé cristã.

Como pregador, obreiro e auxiliar do pastor, a demanda de cultos me “força” a estar sempre pronto para alguma ocasião inusitada. Nas Igrejas Assembleias de Deus, é muito comum o pregador ser designado de ultima hora ( alguns minutos antes do horário da pregação!) Ou ainda sermos designados para outros atos do culto também de ultima hora, como uma saudação, um cântico tradicional, uma oração, etc..

Isso me força à uma leitura constante do texto sagrado, mas é justamente ai que quero compartilhar com vocês meus pensamentos.

Um pregador quando lê um texto bíblico, por menor que seja, sua mente já começa a processar um esboço de uma mensagem, já pensa na hermenêutica, pensa em palavras chaves de grego e hebraico, se vê até mesmo pregando. Um cristão quando lê um texto, sem esta preocupação, sorve cada porção e vai se deixando ser transformado por ela. enquanto que o pregador pode apenas, extrair dela vários esboços, predicas e contextualizações sem se levar em conta que a Bíblia é a Palavra de Deus e nela Deus fala conosco de fato e corrige o nosso caminho. Corre-se o risco de ser pregador da palavra sem uma intimidade profunda com o autor da Palavra.

Muitos pregadores por conta da demanda, oram pouco, se consagram muito pouco, alguns até ignoraram o jejum, isso porque talvez pensam que conheçam muito a Deus por decorarem textos imensos, discorrem sobre doutrinas complexas da fé cristã, mas se esquecem de que vida cristã vai além das palavras, vida cristã é composta também de presença e poder de Deus na vida pessoal, e isso só se consegue na intimidade do jejum e da oração junto com a meditação na palavra.

O culto não pode começar apenas dentro dos horários estipulados do serviço religioso no templo, o culto a Deus é algo que deve ser constante em nossas vidas, que ultrapassa as dimensões físicas e temporais do templo, o nosso culto deve ser uma experiências diária com Deus de alguém que leva uma vida para honrar e glorificar ao Deus Eterno em toda a extensão e momentos da sua vida. O culto antes de ser exterior, congregado e manifesto, deve ser interior, introspectivo e silencioso, fruto de uma vida totalmente voltada para Deus. O pregador como qualquer outro cristão antes de sua preocupação com os atos exteriores do cultos, deve também ser preocupar com sua vida pessoal em relação a Deus.

Essa demanda de cultos essa semana me fez perceber, que corro o risco de ser apenas um pregador, cansado e preocupado sempre com o próximo culto a próxima pregação, preocupado se serei ou não ouvido! Tudo isso ao invés de me aproximar de Deus pode me afastar dele, ai mora um paradoxo cruel que é o de estar “fazendo a obra de Deus” e ao mesmo tempo afastado dele.

Enfim Deus esta a procura de adoradores, que ao adorem em espirito e em verdade, se envolvam como cristãos em sua seara, que vivam o seu reino, agindo assim o pregador terá muito mais que palavras para dizer, terá antes de tudo uma experiência de vida a transmitir.

Que Deus em Cristo nos abençoe.

Rodryguez & Carvalho

sábado, 20 de abril de 2013

Alcançando a Santidade

“Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo” Levítico 19.1

 

A  Santidade é algo imprescindível no relacionamento com Deus. Para se aproximar e permanecer na sua presença é necessário a santidade que convém a sua casa ( Salmo 93), não consumação do século no momento final da presente era, só permanecerá na presença do Deus Eterno aquele seguiu a santificação pessoal da sua vida (Hebreus 12.14) . Quando pensamos em santidade temos algumas ideias exteriores, baseadas em ritos, costumes e usos, se bem que bons costumes podem vir de uma vida de santidade, mas o costume exterior em si, não significa santificação.

Interessante a definição de santidade dada pelo Rabi Mosche Kepinski de Israel :

Santidade é um estado um momento, em que o individuo nunca se sentiu antes tão perto e próximo de Deus, compreendendo a sua infinitude  e eternidade, é também neste mesmo momento em que o individuo lança um olhar para si próprio entendendo a sua finitude e efemeridade perante o Deus eterno.” –

Sendo assim a Santidade é um equilíbrio entre a proximidade com Deus e o respeito que lhe é devido. Somente que se aproxima o suficiente Dele, pode sentir um misto de amor e temor, como Isaque no Moriah, que viu o quanto seu Pai Abraão amava e temia a Deus, não é a toa que Jacó se referente a Deus agora como o “Temor de meu pai Isaque”. Genesis 31.42 -  Quanto mais o ser humano se aproximar de Deus, muito mais sua relação de amor e temor aumentará, tal como o profeta Isaías no cap. 6 do livro do profeta, a informação que temos ali foi que Isaias viu Deus em uma das expressões da Gloria, foi um momento de proximidade, que gerou um temor desmedido: “Ai de mim” mas ao final também gerou um relação de amor e voluntariado: “Eis aqui envia-me a mim”

O livro de Levítico, é o livro que contém as normas e preceitos de como os sacerdotes filhos de Levi deveriam se portar e ministrar em santidade ao Senhor, é nesse livro que entendemos que a proximidade como falado a cima tem que vir acompanhada de um respeito e temor, afinal estamos falando de Deus, o soberano de todo o universo, os filhos de Arão, Nadabe e Abiu, estavam muito próximos em sua ministrações e vocação sacerdotal de Deus, mas mesmo assim morreram por oferecerem um fogo estranho diante de Deus. ( levítico cap. 10) , há muitas interpretações sobre este fogo estranho, alguns interpretes acreditam que o fogo não foi tirado do altar como a lei prescrevia ( Lv 16.12) outros ainda que o incenso não fora preparado da forma correta, mas um fato passa desapercebido aqui, a palavra estranho neste texto em hebraico é zar.  que sempre se refere a pessoas e não à coisas, logo posso entender que o maior problema aqui foi que Deus não viu legitimidade nas ações de Nadabe e Abiu e os tratou como estranhos na sua presença. Fica ai uma advertência para nós pois na consumação dos séculos muitos serão tidos como estranhos, quando ouvirem atônitos a sentença: “ Não vos conheço”. A bíblia não fornece outras informações mas podemos entender que Nadabe e seu Irmão Abiu estavam em desacordo com Deus, um desacordo interior coisa que o homem não vê mas Deus vê.

Nadabe e Abiu estavam próximos de Deus na infinitude, da eternidade e majestade sem fim, mas não entenderam o outro lado do Temor que lhe é devido. – Vivemos dias em que as pessoas também não entendem isso, cantam, louvam, testemunham da boca para fora, mas nas suas ações do dia a dia estão moldadas pelas formas do mundo, estão acomodadas ao “status quo”, do pecado na era da modernidade e pensam que podem levar as suas vidas das formas que bem quiserem. – A frase típica dessa geração é : “ O que importa é ser feliz!” – E em nome dessa falsa felicidade casamentos tem sido destruídos, caminhos tortuosos tem sido traçados, porém é preciso voltar e entender que antes da felicidade vem o temor a Deus. Arão diante da tragédia que se abateu sobre seu filhos fez silencio, pois temia a Deus, o silencio diante do inexplicável é melhor do que o pecar com os lábios contra a santidade de Deus.

Deus ainda é o fogo consumidor (Deuteronômio 4.24) podemos ser purificados na sua presença se levarmos em conta o temor que lhe é devido ou podemos ser consumidos se formos negligentes.

No velho testamento temos momentos específicos datas e festas em que Deus mostrava o seu poder e caminhava entre o povo. No Novo teste manto somos convidados por Cristo a Sermos o templo do Espirito Santo, devendo muito mais andar em santidade e temor, Paulo na carta aos Coríntios diz que  o corpo agora é o templo, uma morada permanente do Espirito Santo, que arde em zelo pela sua morada, e nos adverte a buscar a santificação, por um motivo e principio fácil de entender: “Somos a morada de Deus” – a proximidade então é muito maior pois não é mais de fora para dentro, passando pelos ritos do átrio exterior, interior, santo e santo dos santos. mas agora é de fora para para Dentro,. não é mais do mundo, da poeira do deserto para o templo em busca de uma proximidade santificação que santifica o participante dos ritos. è antes de dentro para para fora, uma santificação que começou em Cristo, que agora habita em nós na Trindade Divina, uma santificação que deve ser capaz de alterar, chocar e modificar pessoas e situações a nossa volta.

O rei Davi foi um home que apesar dos muitos erros, entendia princípios de adoração, louvor, temor e santidade, no Salmo 27.4 ele diz:

“Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.”

A traduzida ai por comtemplar, em hebraico “evake” significa visitar, surge uma questão ai a ser apreciada, questão esta proposta pelos mestres hassidicos do judaísmo: Se Davi pede para morar, porque também fala em visitar? Dos mestres hassidicos temos a seguindo interpretação “ Devemos morar na casa, presença de Deus, mas devemos ter sempre em mente o temor de um visitante.”

Vivemos aeração dos que proclamam o amor de Deus, pregamos o amor de Deus, mas nos esquecemos que o principio é temor.

Cristo nós deu a condição de uma vez remidos os nossos pecados pudéssemos estar diante do Deus, em novidade de vida, nos deu condição tomou o nosso lugar e sofreu o fogo consumidor de Deus em nosso lugar, mas se de agora em diante não tememos a Deus, fica a pergunta:

Hebreus 2.1-4

 

Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.  Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,  Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;  Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade

 

 

 

Que o Deus de paz no santifique em Tudo!

 

Rodryguez & Carvalho

domingo, 14 de abril de 2013

Marcos Feliciano

 

Marcos Feliciano, este é o nome mais cogitado do momento, natural da pequena Orlandia na região de Ribeirão Preto, este homem tem sido amado e odiado ao mesmo tempo na mesma intensidade.

Eu como Assembleiano, que vivo este imenso e complexo universo que são as Assembleias de Deus no Brasil, não concordo claro com tudo o que escuto e vejo, mas não posso ser leviano e deixar de entender que frases tiradas do sei contexto podem ter o poder destruidor de uma bomba atômica. As Assembleias de Deus no Brasil não possuem como alguns pensam um líder máximo, estão por sua vez divididas em ministérios e convenções, havendo duas convenções que são as maiores a CGADB – Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que por sua vez congrega vários ministérios independentes entre si como, Belém, missão, Ipiranga, santos… sendo esta convenção presidida pelo Pastor José Wellington do ministério do Belém e a CONAMAD – Convenção Nacional da Assembleia de Deus de Madureira, que por sua vez congrega todas as Igrejas pertencentes ao ministério de Madureira, cuja sede nacional fica no Rio de Janeiro, em Madureira e é presidida pelo Bispo Manuel Ferreira.

Fora isso existe outras tantas igrejas Assembleias de Deus, que não estão coligadas a convenção alguma.

Esta explicação é valida para mostrar que embora grande a Assembleia de Deus é  dividida, independente em seus procedimentos de suas igrejas co-irmãs e ao mesmo tempo unida em suas convenções.

Marcos Feliciano quando fala, não fala como como porta voz das Assembleias de Deus, fala por si,por sua próprias convicções e visão que ele tem da bíblia como Palavra de Deus.

Quisera eu que mais homens se levantassem neste país e gritassem em alto e em bom soim as suas convicções, somos bombardeados todos os dias, engolindo de garganta a baixa, todo o lixo produzido por uma sociedade afastada de Deus, abaixamos a nossa cabeça, as vezes nos acomodamos, e não expressamos o que cremos ser a verdade, é o “infeliz silencio do bons”.

Procuramos meios de agradar a todos, não sabendo que isso muitas vezes pode custar o nosso testemunho cristão, nossa fé e nosso relacionamento com Deus.

Marcos Feliciano, não fala como porta voz das Assembleias de Deus ou dos milhões de pentecostais espalhados por este pais afora. Mas eu me identifico com sua coragem de dizer a verdade bíblica, em tempos em que muitos estão preferindo fazer uma releitura critica e se possível retirar delas alguns trechos, uma leitura “politicamente correta”.

Não concordo quando acusam de racismo, pois a própria historia do pentecostalismo é a a historia de homens que venceram o racismo americano e juntos Paham, Seymour, entre outros, estiveram no meio do maior mover espiritual que o século 20 presenciou. Vale apenas dizer que a politica de segregação americana pelos idos de 1910 tomou um forte golpe com o surgimento do movimento pentecostal, que unia brancos e negros sob a liderança de um homem negro, leigo, filhos de escravos e plantador de algodão Willian J  Seymour.

Não concordo quando o acusam de racismo, pois as Assembleias de Deus eram e ainda são uma igreja voltada para todas as camadas da sociedade, “onde tem coca-cola e correios existe uma igreja Assembleia de Deus” fazendas, povoados, favelas, bairros nobres e muitas de nossos lideres são negros. Só para citar um exemplo o pioneiro e saudoso pastor Anselmo Silvestre que presidiu a Assembleia de Deus de Belo Horizonte – Minas Gerais.

Não concordo quando o acusam de racismo porque na Igreja a qual preside, muitos de seus lideres são também negros.

Concordo com a declaração de que Feliciano é Homofobico se entendemos homofobia como uma postura critica em relação as praticas do homossexualismo, mas não concordo se a conotação tiver a haver com discriminação e violência com relação a orientação sexual, pois não isso o que percebo nem nos discursos nem na pratica, e também não é essa a doutrina do evangelho.

Não concordo também com as declarações de que África seja amaldiçoada, mas crio que as declarações estão fora do contexto.

Assim como o Pastor Marcos Feliciano, não é um porta voz oficial das Assembleias de Deus e dos movimentos pentecostais desse pais, eu também não sou. Mas espero sinceramente que outros homens e mulheres se levantem nesse pais, denunciando o pecado e sendo porta vozes não de uma confissão religiosas presos muitas vezes normas e politicas corretas que as instituições propõem, mas arautos da verdade bíblica, doa a quem doer, pois a verdade precisa ser dita e isso cabe a nós.

Acredito que os homossexuais, precisam ter seus direitos preservados, assim como todos nós precisamos, que não podem ser alvos da violência, assim como ninguém o pode, mas não posso aceitar que tenham privilégios e quem criem nesse pais um regime de exceção, que empurrem seus conceitos de goela abaixo, que influenciem nossos filhos.

Acredito que tem o direito de levarem a sua vida como quiserem, e eu tenho o direito de continuar embora pareça retrógado e inapropriado para esta geração, de dizer que o homossexualismo se enquadra em uma pratica que desagrada a Deus.

 

Rodryguez&Carvalho

sábado, 16 de março de 2013

A dengue….

 

Pois é amigos, contrai dengue esses últimos dias, não apenas eu como também minha esposa, os dois ao mesmo tempo e no mesmo dia! ( isso que é união rs!)

Os sintomas todos já conhecemos, indisposição, dores diversas, falta de apetite, ânsia de vomito, etc.

A medicação, soro, paracetamol e muita agua.

Muitos pensamentos divagaram na minha mente esses dias, a enfermidade é uma intrusa na vida humana, decorrência do pecado, e nós sentimos muitos dos seus efeitos. Fiquei pensando.. porque Deus não me curou como de outras vezes? Porque tive que ir ao médico?

Desde criança eu aprendi e creio que Deus cura, não somente aprendi e creio como já fui alvo inúmeras vezes da cura divina, não que eu negligencie a medicina, porque para isso é que os médicos estão ai, mas sempre tive como primeiro e último socorro o poder de Deus, e já fui curado de doenças muitos piores que a Dengue.

Enfim, desta vez foi diferente precisei passar todo o ciclo da doença para então me sentir restabelecido. Mas em tudo dou glórias a Deus, foi foi um período de reflexão, de oração, de intimidade e percebo hoje que com a minha saúde perfeita, estava eu embrutecido, duro de coração com relação a algumas pessoas e questões e hoje estou mas maleável, amolecido, pois percebi a brevidade e a fragilidade da vida humana, cedo florescemos e cedo ainda podemos ser ceifados!

Um mosquito! Sim apenas um mosquito é capaz de acabar com a arrogância humana!  Um vírus, uma bactéria, um germe, seres infinitamente simples podem acabar com um organismo tão complexo quanto o nosso!

É tempo dos que de boa saúde gozam, de se lançarem cada dia mais aos pés do Senhor, reconhecendo o pecado como doença mortal, que pode lançar o homem em morte eterna.

É tempo dos que enfermos estão, saibam que em Jesus ha uma cura, que vai além da cura do corpo, uma cura que abrange a alma e o espirito, sabendo que mesmo enfermos no corpo podem encontrar a satisfação da cura que gera vida eterna.

A base para a cura da dengue é agua, muita agua, cansei de ler vários informativos estes dias, sobre a importância da agua na constituição e funcionamento do corpo humano.

A base para a cura espiritual também é agua, a agua viva que jorra da eterna fonte, chamada Jesus Cristo.

 

Rodriguez&Carvalho

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Pregador

Procura limpar a vasilha antes de lançar nela seja o que for; quer dizer, antes de pregar a virtude, reforma os teus costumes.
Epicteto

Pregador! De uns tempos para cá este título tem se tornado tão importante nos círculos evangélicos. Dando um certo ar de “status” a quem o possui, E em nome desse “status” muitos exageros tem sido cometidos, ignora-se o texto bíblico em si e sua mensagem e parte para comparações e aplicações fora do contexto bíblico, colocando palavra onde elas não existem.

Isso não é novo, na Grécia antiga os sofistas já eram pagos para que com belos discursos pudessem defender interesses de terceiros, oque estava em Pauta não era verdade, mas o interesse, assim a mentira virava verdade e a verdade virava mentira.

Vejo muitos pregadores contentes, porque a plateia, público, congregação se mostrou efusiva com sua mensagem, vejo outros preocupados quanto a plateia em si parece não corresponder, e vejo outros mais ousados ordinandos que glorias, palmas e outras manifestações sejam realizadas, caso não ocorra isso a Igreja é fria!

Mas tirando algumas raras vezes, não vi a mesma preocupação coma mudança de vida, com a mudança de vida dos ouvintes!  Emoção é ótimo é bom , mas em si não traduz a mudança devida  proposta pela evangelho de Jesus Cristo.

No livro do Profeta Samuel, temos uma passagem muito sugestiva, em que Israel apos haver perdido uma batalha para os filisteus, resolveram levar a Arca da Aliança para a guerra, e fizeram um barulho tão grande, tipo de um retete ( não gosto deste termo!) que o jubilo além de ser ouvido no acampamento dos filisteus, ainda os deixou atemorizados! Porém ao saírem para a batalha todos confiantes e com muita fé, tiveram uma surpresa! Perderam a batalha, a arca da aliança foi levada, ficaram em grande confusão e como diz o autor do texto “Icabod” ou seja foi-se a glória de Israel. ( I Samuel 4:1-22)

Nem pela agua e nem pelo vinho! Não estou dizendo que a manifestação cultural, e ou emocional de um grupo seja ruim, só estou dizendo que ela em si não serve para medir a espiritualidade nem a aprovação de Deus, por que a provação de Deus se mede pela obediência as sua vontade.

A igreja de Corinto era uma Igreja rica em dons, porém era a mais problemática, das Igrejas da Ásia, Laodiceia era a mais prospera do ponto de vista material, mas foi a única em que o mestre não vi nela nada de bom!

O pregador tem que ser fiel a mensagem e ao contexto bíblico, não a emoção das pessoas, que podem reagir de formas diversas, escuto muito os pentecostais grupo dos quais eu faço parte dizerem que batistas, presbiterianos e outros grupo tradicionais são frios, mas tenho a graça de conhecer vários batistas e presbiterianos que escutam a palavra de Deus pregada em seus cultos de forma silenciosa, atentos, (alguns as lagrimas escorrem pelo rosto enquanto escutam) e que a praticam diariamente em todas as suas ações. Creio que praticar seja mais importante do que qualquer outra coisa.

O pregador deve ser fiel a mensagem e ao contexto bíblico, e não se enveredar por um caminhos de exageros afim de encantar uma plateia, deve entender que bíblia diz o que ela quer dizer, observados seus contextos de cultura, tempo e tradições do povo quem, foi originalmente dirigida.

Mas antes de tudo o pregador deve ser um praticante de tudo o que prega, e saber que pregação não apenas uma falatório sem fim coma finalidade de animar uma plateia, pregação antes de tudo é um ensino, e o verdadeiro ensino deve se dar não somente com as palavras mas também com o exemplo de vida.

Os fariseus eram doutores da lei, mas vazios em si pois gostavam apenas da forma exterior da religião e não se preocupam na sua forma interior e introspectiva que leva ao ser humano a uma verdadeira mudança de vida.

 

Rodyguez&Carvalho

Uma linda mulher!

Em tempos da ditadura da beleza, em que algumas marcas, associadas a um forte apelo midiático acabam formando uma opinião sobre a bel...