sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Milagres

 

Já viu um milagre?  - Eu já, o vejo a cada dia, a cada momento, imperceptíveis para uns, invisíveis para outros, mas eu os vejo de olhos abertos!

Olho para meu passado, e vejo uma história falida, um projeto condenado, com varias e intermináveis variantes que concordariam sempre como mesmo final: “Fracasso”

Mas cheguei até aqui, tudo isso porque uma mão misteriosa, potente foi me guiando assim como um farol guia o navegante no mais revolto e bravio mar. Muitos foram os que apostaram na minha derrota, perderam suas apostas! Outros em juízo temerário me condenaram, Deus foi ao meu auxilio e em Cristo mudou a minha sentença.

Fico pensando nesse milagre da restauração que Deus fez em minha vida, penso, reflito e não me canso de pensar e ser agradecido. A graça de Deus superabundou em minha vida e hoje eu antes um filho da ira, transformado em filho de Deus, anuncio as grandezas daquele que me chamou das trevas para sua maravilhosa luz.

Transformado em Cristo, já seria muito, enorme, tremendo mas ser feito ministro da nova aliança, isso foi um dom, uma graça, uma prova completa da minha restauração.

Sei que muitos em algum lugar podem apontar minhas falhas e erros de um passado distante, mas como acusar e julgar um homem morto? Pela morte extinguisse o processo. Muitos talvez olhem para mim e procurem aquele Velho Homem, não o acharão pois ele morreu e fui sepultado.

Um novo nascimento, esse milagre silencioso e invisível, foi esse o maior milagre que seu já pude presenciar, esse milagre misterioso que o próprio Nicodemos na sua condição de príncipe do povo, não pode compreender, foi esse milagre que atingiu a minha vida.

Aos que me conheceram no passado e querem saber da minha mudança eu lhes digo : “Jesus!”

Aos que me enxergam hoje como nova criatura e me interrogam como isso é possível eu lhes digo: “Jesus!”

Sim, eu creio em milagres!

 

Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras de Satanás” (I João 3:8)

 

Rodryguez & Carvalho

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Santidade

 

 

 

Onde estão os pregadores, as vozes proféticas que tanto precisamos em nossa sociedade?

Onde estão aqueles que deveriam denunciar o pecado, e anunciar as boas novas do evangelho?

Corrupção de um lado, medo de falar a verdade do outro, medo que as igrejas se esvaziem, medos que a sociedade em épocas do politicamente correto não  os veja com bons olhos.

Fazer parte do rebanho de Cristo, está se confundindo com o fazer parte de um clube, com direito a carteirinha e tudo, entretenimento, piadas, teatros, danças, tudo faz parte da liturgia invertida, e para massagear o ego, nada melhor que uma palavra de auto-ajuda, no melhor estilo :“Você quer, Você pode!”

Mas a PALAVRA, sim está que levanta o homem, mas que também o abate, que lhe mostra os seus erros, que lhe choca com a VERADADE, que lhe mostra o qual pequeno é diante de Um Deus tão Grande, que mostra o quão pecador é diante de um Deus tão Santo. Precisamos de um retorno a PALAVRA, precisamos demais momentos de humilhação diante de Deus, do que de momento fúteis de entretenimento e convívio social.

Precisamos de mais Jonathan Edwards, com sua pregação “Pecadores nas mãos de um Deus Irado” Precisamos de mais homens como Wesley e sua ênfase na santidade, de Moody, com sua visão de separação entre o entretenimento e a fé Cristã.

Mas quem estará pronto para ouvir? Quem estará pronto para correr o risco de ser retrógado, impopular e politicamente incorreto, quem estará pronto a fugir do esquema, do sistema e voltar ao trilho da pregação cristocentrica ?

Adoradores onde estão? Adoradores quem tremem e temem, que o adoram em espírito e em verdade? Adoradores com um compromisso único com Deus, se diante de uma multidão ou diante de uma pequena congregação ou mesmo diante de ninguém apenas de Deus são sempre adoradores?

Mamon, deve ser expulso das comunidades cristãs, dos lares cristãos e da vida de muitos pregadores cristãos.

Integridade já.

 

Rodryguez & CArvalho

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Deus resiste ao Soberbo

A Soberba é um pecado comum , muitas vezes escondido no interior da vida humana, pouco reconhecido, até mesmo porque é difícil uma pessoa se reconhecer como tal, alias é mais fácil reconhecer o pecado dos outros do que olhar para si próprio e considerar os seus próprios caminhos, e muitas vezes quando olhamos para nós mesmos corremos o risco de sermos complacentes demais, é justamente por isso que precisamos do olhar de Deus sobre as nossas vidas.

A soberba é o sentimento ou a busca da severidade sobre as demais pessoas, a pretensão de exclusividade, seja em razão da sua etnia, cultura, posição social ou religiosa. Foi Cristo quem deixou bem claro que se alguém quisesse ser o maior deveria ser o menor e servir, muita embora este conceito e doutrina seja divulgado e pregado na pratica muitas vezes a coisa não funciona como deveria, pois o que não faltam em nossos dias são pessoas que reivindicam para si títulos, posições e honrarias e exaltam sua condição em detrimento do outro e no pior do casos esquecem da sua posição ínfima diante de Deus.

Aqueles que procuram para si a glória e a busca com todas as suas forças dificilmente ou nunca a terão e a se tiverem é por um espaço de tempo curto e é certo o seu fim. Por outro lado muitos como o Rei Davi não sabiam e nem tinham ideia do que lhes estava reservado, e mesmo quando na posição não deixaram o sentimento de soberba lhes arrebatar, enfim tiveram suas posições estabelecidas e perpetuadas pelo próprio Deus.

A soberba nos impede de ver o outro como igual, o soberbo sempre tem um olhar de severidade em relação aos demais. 

O soberbo é alguém em constantes lutas, guerras, intrigas e desafios um competidor por natureza, que vive a procura de constantes vitórias com a intenção cada vez maior de sua própria exaltação.

O soberbo é alguém em uma constante luta, não tem paz em si mesmo, e também não busca a paz, lembremos-nos que paz em Hebraico Sharon, deriva de uma raiz que significa submeter-se ( A Deus), assim o soberbo não convive com a paz, porque muitas vezes é nos submetendo-nos uns aos outros e tendo os outros como superiores é que encontramos a paz. Cristo não veio criar uma oligarquia religiosa, poucos mandam e muitos obedecem, também não veio criar uma democracia religiosa, antes veio para converter o homem a Deus, o pai o filho o filho ao pai, acabar com as lacunas de separação abertas pelo pecado, e nos conduzir a condição que todos fossemos um, com equidade de animo, diferentes funções no corpo porém todas de igual importância no reino.

O soberbo é alguém em uma luta, luta em que entra na condição de vencido, de perdedor, muito embora muito se esforce, já esta fadado ao fracasso, pois luta contra o próprio Deus.

"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Humilhai-vos perante o Senhor e Ele vos exaltará..."

 

Rodryguez & Carvalho

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Alienação

Há vários sentidos para o conceito de alienação. Juridicamente, significa a perda do usufruto ou posse de um bem ou direito pela venda, hipoteca etc. Nas esquinas vemos cartazes de marreteiros para motoristas: “Compramos seu carro, mesmo alienado”.

Em outro contexto, referimo-nos a alguém como um “alienado mental”, querendo , com isso, dizer que tal pessoa é louca. Aliás, alienista é o médico de loucos.

Etimologicamente a palavra a alienação vem do Latim alienare, alienus, que significa  “que pertence a um outro”, Alienar, portanto, é tornar alheio, é transferir para outro o que é seu.

Existe também a alienação religiosa, fanática, que aparece em cultos ligados a Idolatria, quando um povo constrói ídolos e passa ase submeter a eles. Esse ídolo construído por mãos humanas, passa a assumir um valor que antes não tinha, criando um certo encantamento ou feitiço pessoal para aquele que o idolatram., Na alienação religiosa então o homem passa aquilo que é seu para outrem, outrem porém que não existe é fruto de suas próprias mãos, imaginações ou em pior caso fruto de forças demoníacas opressivas. O homem assim alienado, aliena também aquilo que não é seu pois a honra e glória devida pertencem somente a Deus.

Temos aqui um problema duplo que causa escravidão espiritual, além da idolatria roubar do homem aquilo que lhe é próprio, ainda o faz roubar aquilo que pertencer a Deus. Assim o idolatra peca contra si mesmo e seus semelhantes e peca também contra Deus.

A fé cristã em si não aliena o homem mas o complementa, não lhe subtrai mas lhe acrescenta pois o homem alheio e alienado das promessas de Deus passa agora em Cristo a ser um herdeiro.

A idolatria condenada pela bíblia tem dois aspectos fundamentais, o primeiro é a proibição de se fazer imagem ou representação do criador e a segunda de se fazer uma imagem da criatura ou das coisas criadas e equipara-las ou torna-las semelhantes ao Criador.

Um símbolo nunca pode ser mais importante do que o ele simboliza. E o uso exagerado de símbolos tem em si a capacidade de servir de laço e tropeço fazendo com o que homem ao invés de comtemplar o criador comtemple o símbolo em si, como um elo de ligação ou objeto magico, conferindo vida e valor aquilo que nenhum valor tem.

Nossa pátria é o céu, mas enquanto na terra e interagindo com o mundo devemos tomar cuidado para que a nossa fé não seja alienada, por coisas matérias, quando falamos em idolatria pensamos logo em imagens, em religiões pagãs etc. Mas existe uma idolatria que é sutil, e que está ligada diretamente ao dia a dia , ao trabalho e ao dinheiro, e a idolatria consumista, que visa sempre a posse cada vez maior de bens matérias, mesmo que não precisemos deles. O dinheiro e a posse de bens de consumo passa a ter um valor maior do que a vida espiritual, afinal é melhor ter do que ser.

Jesus nos advertiu para que tivéssemos uma vida moderada, equilibrada, estivéssemos contentes. Não isso não é uma apologia a miséria nem a pobreza, mas antes disso uma doutrina sobre a vida equilibrada, vida esta que agrada a Deus.

O cristão alienado, idolatra, e que busca ansiosamente as coisas desde mundo, esquece-se de buscar em primeiro lugar o reino. Dizendo ter fé para possuir, afastou da fé, pois não crê que a busca do reino em primeiro lugar ira lhe acrescentar as demais coisas!

 

Não deixemos que o presente século nos aliene das coisas espirituais.

 

Rodryguez & Carvalho

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O vaso de Alabastro

 

 

Seis dias antes da páscoa, Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Ofereceram-lhe ali um jantar. Marta servia, e Lázaro estava entre os que se reclinavam à mesa com ele. Então Maria tomou uma libra de um nardo puro, um perfume muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos. E toda a casa se encheu com a fragrância do perfume”. (João 12.1-3)

Faltavam poucos dias para a páscoa e Jerusalém fervilhava. O povo chegava de toda a parte para celebrar a grande festa. Na época de Jesus havia cerca de 50 mil habitantes em Jerusalém. Este número aumentava para cerca de 200 mil na época da páscoa. Jesus decidiu se afastar daquela confusão, e foi passar a noite em Betânia, cidade situada cerca de 3 km a leste de Jerusalém. Lá, Jesus visitou Simão, antes conhecido como “o leproso”, que o recebeu com prazer e lhe serviu uma boa refeição. Nesta época era comum as mesas serem baixas, pouco acima do chão. Por isso, as pessoas se sentavam no chão, e reclinavam-se à mesa. E lá estava Jesus, reclinado à mesa e cercado de amigos.

Marta servia a todos, enquanto seu irmão Lázaro estava sentado junto com seu amigo Jesus. De repente, Maria, irmã de Marta e de Lázaro, entrou no lugar onde Jesus estava. Ela se aproximou de Jesus carregando um vaso de alabastro contendo uma libra de nardo puro (Jo. 12:3) e quebrou o vaso, derramando o bálsamo sobre a cabeça Dele (Mc. 14:3).

O perfume era tão intenso que encheu toda a casa (Jo. 12:3). O nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta nas regiões do Himalaia (Índia), e sendo um produto importado de longa distância era um artigo caro e raro. A quantidade citada na Bíblia (“uma libra”) equivale a cerca de 326 gramas. Este bálsamo poderia ter sido vendido por 300 denários (Mc. 14:5). Naquela época, um trabalhador recebia um denário por um dia de trabalho. Assim, o nardo derramado por Maria valia praticamente o salário de um ano de trabalho. Com este ato, Maria estava declarando que Jesus é mais precioso do que o mais puro nardo. Nesta história, uma das muitas lições que podemos aprender é a importância de quebrar o vaso. Em Mc. 14:3 diz: “... e, quebrando o alabastro...”. Por que Maria quebrou o vaso? Era mesmo necessário quebrá-lo? Ele não poderia ter sido poupado? Não seria possível derramar o bálsamo sem quebrar o vaso? Na verdade, não! Observe a foto inserida no início deste texto. Esta é uma imagem de um vaso de alabastro encontrado em Canaã (Israel) datado de aproximadamente 1400 – 1200 a.C.

O alabastro é uma variedade do gesso, e era muito usado para fazer pequenos vasos. O vaso de alabastro era pequeno, com cerca de 14 cm de altura. Seu corpo era redondo, e ia afinando até o gargalo. Possuía uma pequena alça para que pudesse ser carregado preso ao cinto. Ele era selado (ou tampado) no gargalo para que o bálsamo não se perdesse e também para que o perfume fosse preservado. Desta forma, para usar o bálsamo, a pessoa tinha que quebrar o vaso. Para facilitar a quebra e para não correr o risco de quebrar demais o vaso e perder todo o bálsamo, o vaso possuía umas ranhuras em forma de espiral na altura do pescoço. Estas indicavam o local onde o vaso deveria ser quebrado e serviam também para facilitar a quebra. Como o vaso tinha que ser quebrado, não poderia utilizar apenas metade do bálsamo e guardar a outra metade. Era necessário usar todo o bálsamo de uma vez só. Por este motivo, o vaso de alabastro era pequeno, pois era a medida exata para caber uma quantidade suficiente para ser aplicada uma única vez.

O vaso de alabastro é criado justamente para isso. Ele é formado para guardar um bálsamo precioso, e sabe que terá que compartilhá-lo com as pessoas. O vaso de alabastro sabe que quando chegar o momento do bálsamo ser derramado, ele será quebrado. Mas isso não lhe causa dor, pelo contrário, ele sente prazer porque ao ser quebrado o perfume do bálsamo se espalhará pela casa toda, e todos sentirão o suave odor daquela fragrância. Ser quebrado não é o ponto mais baixo da história do vaso de alabastro. Pelo contrário. É o ponto mais alto. É para isso que ele foi criado.

Sabe, nós somos como o vaso de alabastro. Todos nós temos esse bálsamo dentro de nós. Segundo a Bíblia, nós somos o suave perfume de Cristo. Não podemos trancá-lo ou escondê-lo. Ele precisa ser compartilhado. Precisamos deixar que o vaso seja quebrado, para que o bálsamo seja derramado. Só assim, todos sentirão o seu suave perfume. Não lamente quando você for quebrado. Não lamente pela quebra do velho vaso. Preste atenção ao perfume que o Senhor está derramando em sua vida e através dela.

“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.”

 

Fonte:

 http://perfumedejesus.blogspot.com.br

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Que tipo de Avivamento Precisamos ?

 

Avivamento é a palavra do momento em voga já a muito tempo nos meios evangélicos, Se diz até do pregador AVIVALISTA, aquele que trás uma mensagem eloquente, cheia de “unção” e faz o publico pular, saltar… entre outras coisas.

Já fui pessoalmente a muitos eventos de avivamento, lá dentro uma atmosfera quase hipnótica, mas fora aqueles momentos tudo normal, sem alguma mudança significativa.

Creio que existe muitas controvérsias entre o avivamento promovido por Deus, e esses avivamentos que estou um pouco cansado de acompanhar.

Pula-se muito, grita-se em demasia mas não existe de fato o Fruto da novidade de vida.

Ora-se muito em público em voz alta, mas ao mesmo tempo em que se ora por tudo, se ora por nada, pois a oração fica sem foco, sem objetivo, e mais parece estar se dando ordens em Deus do pedindo a sua graça.

Canta-se demais, a musica toma conta do ambiente, mas o louvor passa um pouco de largo, digo um pouco para ser modesto, um canto em que o homem é exaltado, um canto em que o ser humano é posto no centro não deixa lugar para quem realmente no centro deveria estar! Isso sem enumerar os refrãos repetitivos, fáceis de se gravar, ótimos para se vender, mas que de longe não exaltam o Deus de Israel.

Um avivamento onde a Bíblia é lida, mas não compreendida, tendo em vista que a “revelação pessoal” tem mas peso do que a verdade escrita, onde a “revelação pessoal” pode ir na contra mão do que está escrito.

É preciso vida e vida em abundancia, famílias transformadas, lares mudados, vida cristã verdadeira! O verdadeiro avivamento não é composto apenas de momentos frenéticos e exultantes nas reuniões, antes disso ele deve ser acompanhado por uma vida onde o fruto do Espírito possa transparecer.

A verdadeira vida Cristã não a vivida no seio dos cultos, das reuniões, antes é que é vivida no momentos secretos, longe dos olhares que possam nos recriminar ou elogiar. A vida Cristã é o segredo de se andar sempre ao lado de Deus, e ter Deus por testemunha dos nossos atos.

Não adianta um avivamento exterior em que todos se dobram e e se ajoelham quando congregados, mas não se curvam diante da vontade de Deus e sua palavra nos relacionamentos do dia a dia.

Ser crente avivado no meio do culto, na aparência exterior é fácil, e pode até conferir algum “status”.

Para quem será o tão temido “não vos conheço!”, será para os que em público expulsaram os demônios, efetuaram curas, pregaram tudo isso em nome de Jesus, mas o coração longe dele.

Aviva o Senhor a Tua Obra.

 

Rodryguez&Carvalho

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Quem é o SENHOR?



As vezes me "pego", pensando, indagando e me auto interrogando, pois  olhar para os outros é fácil demais, porém olhar para si, se contemplar sem reservas e sem auto defesas, pode ser um processo doloroso porém ao final recompensador.

Me propus fazer um período maior de oração durante alguns dias que antecederão o evento do circulo de oração em nossa Igreja. De repente percebi, que o tom das minhas palavras em oração, não eram como quem está diante de uma autoridade, mas sim como alguém que está em posição inversa, sendo ele mesmo a autoridade em si, percebi nas minhas orações e no tom das minhas palavras uma arrogância, uma prepotência, difícil de admitir mas era como se eu mesmo estivesse dando as ordens!

Foi nesse momento que parei, e reconsiderei a minha postura.

Orar pode abranger uma série de significados mas em nenhum deles, trará em si a ideia de um superior chegando diante de um subalterno e dando-lhe as ordens!

Tudo errado! Que tal recomeçar?

Foi o que fiz... Pai nosso, seja feita a TUA VONTADE...Teu é REINO, o PODER e a GLÓRIA!

A soberba nada mais é do que o orgulho excessivo, exagerado e infelizmente me percebi orando com um coração que ao invés de contrito estava ensoberbecido, com palavras que ao invés de reverencia mostravam desrespeito. 

A oração ainda é a chave para o sucesso ministerial, porém saber para QUEM oramos é também imprescindível.

Vivemos o momento da propagação de uma heresia sutil, vestida de justiça, mas na verdade é totalmente destituída da santidade. Uma heresia que tomando os meios de comunicação de massa, ensina que o homem manda, ordena e tem palavra poderosas e criadoras. Não estranho que haja em nossos dias tantos cristãos nominais, que desconhecem as doutrinas bíblicas, e vivem na ilusão de um cristianismo sem Cristo, sem o Deus Pai e sem a orientação do Espírito Santo.

Por um pouco..., mesmo sendo criado numa ortodoxia, mesmo tendo em minha mente conceitos claros sobre a Soberania de Deus e o temor que lhe é devido, por pouco na minha pratica eu ia correndo o risco de não discernir os atributos exclusivos que fazem parte apenas da PESSOA de DEUS.

Voltando a oração...

Efesios cap. 3



Rodryguez&Carvalho

sábado, 24 de agosto de 2013

Aos Jovens.




O mundo vai de mal a pior! Esta é  uma constatação verdadeira, pessimista e real.
Houve um tempo atrás em que eu na minha simplicidade junto ao evangelho de Cristo, acreditava com toda a minha alma, convicção e disposição interior e exterior que somente o evangelho de Cristo possui o poder restaurador que este mundo tanto precisa.
Os jovens por natureza são revolucionários, inovadores e disposto a mudar o mundo a sua volta, assim também era eu, porém como evangélico criado no fervor do pentecostalismo acreditava piamente que apenas em Cristo e somente por ele o ser humano pode ter renovação tão esperada.
O tempo passa e vamos "crescendo" aprendendo novos conceitos e assimilando novas idéias, e assim foi comigo também, lembro até hoje a revolta que me deu quando li  o livro "as veias abertas da América latina", passei e me interessar por pensadores como Karl Marx, e a admirar regimes socialistas como o de Cuba, enfim aos poucos sem perceber fui colocando outros personagens ao lado das minhas convicções agora tinha Che Guevarra como um herói, os revolucionários paulistas de 1932 como exemplos. E quando tais pensamentos se contrapunham a minha fé eu achava um caminho bem comodo e teologicamente confortável na teologia da libertação.

Assim as verdades da bíblia foram aos poucos sendo verdades relativas para mim, e as teorias sociais deste pensadores e grupos ao invés de objeto de estudo foram tomando quase a proporção de um culto.

Não ignoramos as questões sociais e nem o poderíamos fazer, porém tudo o que o homem sem Deus pode pensar e produzir estará sempre fadado ao fracasso, pelo simples fato de que tudo o que vemos de errado no mundo tem um origem chamada PECADO, e para qualquer uma desta questões o caminho para o sucesso , a restauração e as mudanças que desejamos será sempre o da conversão a Cristo.

De que se queixa o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados, assim diz o profeta Jeremias no Livro das lamentações capitulo 3 verso 39 !
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Socialismo, capitalismo, liberalismo, Monarquias, Republicas, ou regimes parlamentares. Distruibuição de renda, reformas agrarias, educação, etc. - Não importa o regime politico, nem muito menos os dispositivos usados tudo estará fadado ao fracasso sem não nos convertemos!

Agora não tão jovem quanto antes, volto a mesma convicção que tive outrora, que o evangelho é o poder de Deus e salvação para todo aquele que crê, salvação não apenas como promessa de um mundo vindouro mas uma salvação que começamos a experimentar ainda nesta vida, uma prosperidade que não se resume a bens materiais mas ao correto uso daquilo que possuímos como mordomos de Deus, uma sáude não apenas como saúde física, amas antes de tudo uma alma curada um espirito renovado.

Pregar a palavra de Deus e instar com os homens para que conheçam o Evangelho é mais do que uma simples ação religiosa, é uma missão, uma honra de estar sendo o portador da única saída real que pode de fato trazer modificações as pessoas que necessitam.

Claro que isso não exime a responsabilidade de sermos agentes da transformação dentro de nossas esferas de atuação, até porque qualquer evangelho que não venha acompanhado de ações reais serão apenas palavras jogadas ao vento. Cremos, cantamos o que cremos, oramos o que cremos, dizemos amém ao ouvir aquilo que cremos... Devemos também agir consoante a tudo isso que cremos!

O mundo vai de mal a pior! Esta é  uma constatação verdadeira, pessimista e real.
Mas existe uma saída, esta é constatação verdadeira, otimista e real!
Existe um caminho que é Cristo, uma porta em meio as muralhas das prisões espirituais que tanto oprimem a humanidade, quem passar por esta porta entrará sairá e encontrará verdes pastagens!

O mundo vai de mal a pior, é verdade.

Vamos mudar o mundo? Vamos alvoraçar os corações? 

Preguemos o Evangelho!

Rodryguez e Carvalho 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Diferente

Sou de uma época em que o cristão evangélico pentecostal  era de longe percebido, vivia a sua vida em separado das coisas do “mundo” vestia-se com pudor e procura ser o mais exemplar possível na sociedade que o cercava.

Era um povo que tinha identidade, costumes e um modo de ser que expressa o seu modo de pensar, se identificando como peregrinos e forasteiros neste mundo e aguardando com paciência e perseverança a volta de Cristo.

Claro que tínhamos os exageros em relação as nossas posições sobre usos e costumes, porém um ponto positivo dessa época na minha opinião e que éramos diferentes, gostávamos de ser diferentes, tínhamos prazer em ser diferentes e saber que o mundo nos olhava e percebia essa diferença.

A diferença não estava apenas nos usos e costumes, estes eram apenas um espelho do que realmente somos. Não estou aqui ser saudosista e nem defender qualquer uso e costume, porém não posso deixar de considerar as lições que aprendi durante esse tempo, lições que até hoje norteiam a minha vida.

Também na minha humilde opinião, creio que hoje vivemos o momento da conformação e da acomodação, ninguém mais quer ser diferente, até porque ser diferente e defender seu ponto de vista parece estar fora de moda, e falando em moda, todos querem andar de acordo com a última moda, com aquilo que todo mundo faz e gosta, para enfim parecer um alienado neste mundo?

As vezes me pego pensando no voto do nazireu, que loucura! Cabelos compridos, não tomava vinho e evita cerimonias fúnebres, de longe as pessoas em Israel sabiam identificar um nazireu, e sabiam que o nazireu vivia uma vida de exclusividade para com Deus, uma consagração absoluta!

As vezes penso nos profetas em suas vestes e jeito de ser, quem não reconheceria um? Penso nos cristãos com sua postura de fé diante do império de Roma, nem a morte nas arenas foi capaz de frear aqueles que alvoraçaram o mundo de sua época. Penso em Cristo um judeu comum que passava até desapercebido pelas multidões mas quando abria a sua boca falava com uma autoridade nunca vista antes.

Diferença, essa é a palavra chave!

Mas sei que essa diferença não pode ser regulada de forma normativa para todos os cristãos, porque para cada um Deus tem uma medida, e nos sabemos a nossa medida!  Porém na sua medida, na vocação na qual Deus te chamou, você tem feito a diferença?

Para terminar gostaria de dizer que, tenho visto que os cristãos mais liberais, que fazem quase tudo o que o mundo faz, que sentem prazer por este mundo como se não houvesse outro, quando passam por algum aperto ou tribulação sempre procuram aquele irmão ou irmã que julgam diferente, que de longe não querem imita-lo, mas que sabem que por algum motivo, neles o Espirito Santo ´[e mais operante! Já parou para pensar nisso? Não? então pense…

Rodrygues&Carvalho

A todos os diferentes que levam a sério a obra de Cristo e sabem que um verdadeiro Cristão é considerado um louco nesse mundo!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Voltando ao primeiro amor

Domingo para mim sempre é um dia especial, apesar da rotina religiosa que envolve, escola bíblica pela manha, reunião na sede ( as vezes ) a tarde e culto a noite, domingo também é o meu dia particular de reflexões. Como cristão minha reflexão sempre se dá com relação as atividades religiosas, sempre me preocupo se serei apenas mais um cumprindo um papel metódico, ou se serei um adorador, indo para casa de Deus com a alegria que descreveu o salmista no salmo 122.

Este domingo após a escola bíblica fomos a a um almoço na casa de nossos pastores e a\amigos e na volta busquei no youtube e no google hinos bem antigos da década de 70 e 80 e outros mais antigos que faziam parte da memoria de meus pais e avós e claro automaticamente também fazem parte da minha memoria.

Ouvindo esses louvores sempre acontece que choro, ora por lembrança da minha forte herança evangélica, ora o motivo é a lembrança dos meus entes queridos que já se foram, no culto cantando e pregando. Em outras ocasiões me lembro de momentos específicos e gloriosos em que esses hinos estiveram presentes e na ocasião foram como uma luva para minha realidade de então.

Mas desta vez a nostalgia e o saudosismo foi mais longe, me lembrei dos dias gloriosos da doutrina que aprendi. Dos cultos em que o poder e a presença de Deus eram visíveis até para o mais incrédulo que estivesse presente, das respostas de Deus tão rápidas as nossas orações, e essa lembrança me deu um gosto amargo, uma tristeza. Sentado na mesa, falei com minha esposa que eu achava que nunca mais a Igreja seria o que um dia (na minha visão) ela havia sido.

Mas foi ai que eu tive uma “iluminação”. Ouvi uma voz profunda no meu intimo que me dizia: E você será algum dia aquele crente de outrora? Animado, contagiante, evangelizador, sempre constantes nas orações e vigílias?

Entendi que não foi apenas as pessoas e instituições que mudaram, mas eu também havia mudado! Entendi nessa hora que Deus não precisa de números, mas de apenas alguém que se disponha que se “coloque na brecha” _ Chorei de novo! Agora não pelo saudosismo e a falta de esperança no futuro glorioso da Igreja, mas chorei porque entendi que eu havia deixado o meu primeiro amor!

Assim como a Igreja de Éfeso com seus constantes trabalhos e perseverança, com sua firmeza doutrinaria colocando à  prova os hereges que se diziam apóstolos em o serem, assim me encontrava eu, atarefado nos labores da vida eclesiástica, atento as questões apologéticas, porém sem o fogo ardente do primeiro amor! Fazendo mas por consciência da minha obrigação para com Cristo do que pelo prazer de servi-ló!

A noite em nossa congregação foi o culto de missões, cheguei diferente aproveitei cada hino, cada saudação, cada momento e disse para mim mesmo: Aquela Igreja vida e espiritual ainda existe! Sim ela existe eu é que não estava enxergando-a. Tive a oportunidade de ministrar a palavra nesse dia e enfatizei que apenas uma Igreja envolvida de coração coma causa do mestre, pode levar uma mensagem de via ao coração daqueles que se encontram em trevas e claro usei como nunca havia usado antes Apocalipse Cap. 2.4

Minha mensagem agora é essa: Voltemos todos ao primeiro amor!

Deus em Cristo te abençoe.

Rodryguez & Carvalho

sábado, 29 de junho de 2013

# Vem para oração!

 

Manifestações populares, passeatas, atos e como estamos vivendo na era cibernética não pode falar o famoso # compartilhar, pelas redes sociais. É a voz do povo cansado de ser jogado de um lado para outro, cansado de ser massa de manobra na mãos de homens poderosos, cansados de tantas injustiças e irregularidades nas diversas esferas da vida politica e social dessa nação.

A frase do momento em todas as redes sociais é : “ # Vem para rua!” – Não apenas apenas a “praça é do povo assim como o céu é do condor” ( Castro Alves) mas também as ruas, as avenidas, as rodovias, os paços municipais. Isso me faz meditar nessa hora e nesse momento “histórico” sobre a constituição de nosso país, sobre o cristão e seu papel em meio a toda essas manifestações.

A constituição de nossa república diz assim no seu  Art. 1º, Parágrafo Único."Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição".  Sendo assim dos mais simples individuo a mais complexas agremiações, é o povo o mandatário e o real governante dessa nação, mas em momentos assim de agitação civil o povo parece ser o inimigo e o Estado munido com seu poder garantido não pelo povo mas pela força, acaba por fazer-se desacreditar o que diz a nossa lei.

Não sou nem jurista, nem sociólogo, nem muito menos um rabula da lei para discorrer sobre a legalidade de certas ações, falo das coisas que penso ser , das coisas que analiso como elas me parecem.

Mas sou cidadão! Então de alguma forma esse poder constitucional emana também de mim como parte do povo brasileiro! Antes de ser cidadão sou Cristão, logo então vivo a dualidade da minha cidadania, uma temporaria emprestada que é a terrena e outra a eterna que é a  do Céu. E com tal devo ver tudo sempre levando em consideração esta minha condição.

Olhando estas manifestações me lembro de uma frase dos antigos gregos e romanos: Vox Populi, vox dei. A voz do povo é a voz de Deus!  Estou dizendo isso porque vejo que as as vezes nos Cristãos nos deixamos levar pela maioria, pelo clamor popular e entendemos ser esta a vontade de Deus. Porém, nem sempre é assim.

O interesse da historia dessa frase é os antigos gregos iam se consultar com o deus Hermes na cidade grega de Acaia, faziam uma pergunta ao próximo ao ídolo, e depois o devoto cobria sua cabeça e saia a rua, as primeiras palavras que ele ouvisse na rua seriam interpretadas como a resposta divina a sua petição!

Esta voz do povo, não é então uma resposta de um deus, é antes de mais nada um desespero uma vontade de obter respostas a qualquer custo, para que a vida seja assim norteada.  O tempo foi passando e a frase foi adquirindo um significado diferente, e em nossos dias ela tem a conotação de uma VERDADE.

Não estou dizendo que os clamores populares não são justo e também não estou dizendo que nos cristãos não devamos tomar nossa posição ao lado da justiça e da verdade. Estou porém acrescentando que nós antes de qualquer outra voz devemos ouvir a voz de Deus.

Quando falo em voz de Deus, não falo da profecia, ou da revelação, amigos pentecostais, mais que amigos irmãos pois também sou pentecostal me desculpem mas não é sobre isso que falo.

Falo da voz de Deus, expressa nas Escrituras Sagradas, voz essas que ignoramos ou re-interpretarmos de acordo com nossas intenções. Falando em Voz de Deus, vejamos o que a Escritura diz sobre o papel do Cristão em frente aos poderes constituídos:

ADMOESTO-TE pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador.  I TIMOTEO cap. 2.1-3

Quer ter uma vida quieta e sossegada? ORE pelas autoridades antes do “# Vem pra rua” dobremos os nossos joelhos e oremos por aqueles que exercem autoridade! seria um momento apropriado para um “ # vem para casa de oração” a não ser que você seja um desses Cristãos que não creem no poder da oração, venha, vamos orar primeiro.

Neemias tinha um desejo de reorganizar a vida politica, religiosa e social de Jerusalém, orou primeiro e depois foi falar com o rei quando a ocasião apareceu.

Embora a constituição diga que o poder emana do povo, nos cristãos sabemos de quem realmente emana todo o poder, e temos um livre acesso a sua presença, porque não chegar diante dele então primeiro e depois com benção dele sobre nós irmos as ruas pelas justas  reivindicações?

O cristão deve saber que ele é cidadão do pais em que se encontra e deve com tal lutar pela melhorar sua pátria levando sempre consigo os valores do outro Reino do qual faz parte a saber o Reino dos Céus.

Não sou daqueles que acham que devemos ficar quietinhos enquanto existe uma luta ai fora, mas sou daqueles que sempre e em primeiro lugar preferem buscar a orientação na palavra de Deus, se armar com as armas invisiveis e assim ir para a a luta visivel.

Temos visto alguns atos isolados é verdade de violencia quer da parte de manifestantes, quer da parte de policiais, não me espanta pois esta é a inclinação natural da carne! Por isso Cristão sejamos espirituais!

Que tal compartlharmos isso neste momento tão especial em nossa nação:

# “ Se o meu povo que seja pelo meu nome… “

 

Rodryguez & Carvalho

domingo, 23 de junho de 2013

As concepções da verdade

 

Grego, latim e hebraico

Nossa idéia da verdade foi construída ao longo dos séculos, a partir de três
concepções diferentes, vindas da língua grega, da latina e da hebraica.


Em grego, verdade se diz aletheia, significando: não-oculto, não-escondido, não dissimulado.O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro seopõe ao falso, pseudos, que é o encoberto, o escondido, o dissimulado, o que parece ser e não é como parece. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.

Assim, a verdade é uma qualidade das próprias coisas e o verdadeiro está nas próprias coisas. Conhecer é ver e dizer a verdade que está na própria realidade e,
portanto, a verdade depende de que a realidade se manifeste, enquanto a falsidade
depende de que ela se esconda ou se dissimule em aparências.


Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de
um relato, no qual se diz com detalhes, pormenores e fidelidade o que aconteceu.
Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como
foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a
linguagem enuncia os fatos reais.


Em Veritas, a verdade depende, de um lado, da veracidade, da memória e da acuidade mentalde quem fala e, de outro, de que o enunciado corresponda aos fatos acontecidos. A verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. As coisas e os fatos não são reais ou imaginários; os relatos e enunciados sobre eles é que são verdadeiros ou falsos.

Em hebraico verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança.

A verdade se relaciona com a presença, com a espera de que aquilo que foi prometido ou pactuado irá cumprir-se ou acontecer. Emunah é uma palavra de mesma origem que amém, que significa: assim seja. A verdade é uma crençafundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia.


Aletheia se refere ao que as coisas são; veritas se refere aos fatos que foram;
emunah se refere às ações e as coisas que serão. A nossa concepção da verdade é uma síntese dessas três fontes e por isso se refere às coisas presentes (como na aletheia), aos fatos passados (como na veritas) e às coisas futuras (como na emunah). Também se refere à própria realidade (como na aletheia), à linguagem (como na veritas) e à confiança-esperança (como na emunah). Palavras como “averiguar” e “verificar” indicam buscar a verdade; “veredicto” é pronunciar um julgamento verdadeiro, dizer um juízo veraz; “verossímil” e “verossimilhante” significam: ser parecido com a verdade, ter traços semelhantes aos de algo verdadeiro.

Fonte: Livro Convite a Sabedoria – Marilena Chaui – Ed Atica.

domingo, 9 de junho de 2013

O verdadeiro encontro com Cristo

 

A palavra evangelho, não é originária do mundo cristão ou judaico, é antes de tudo uma palavra do mundo grego, empregada de forma muito apropriada do grego clássico com o sentido de boa-nova, boa-nova essa que  provocava manifestações  de um júbilo passageiro, com os conceitos de salvação, alegria e gratidão para com uma divindade pagã.

Uma coisa interessante a se notar neste vocábulo é que quer fosse de uso civil ou teológico, a alegria por ela provocada sempre seria passageira.

Assim como outras palavras da língua a palavra Evangelho  (euaggleion) passa por alterações semânticas e adquiri novos significados que transcendem o significado anterior, assim foi com a palavra AGAPE, em um resumo rápido o melhor amor para a melhor pessoa, ou ainda o melhor amor para a pessoa mais honrada no caso de Cesar por exemplo! Logo ágape passa a ser nos autores bíblicos a melhor e mais exaltada expressão do amor não para a melhor pessoa, visto que não há ninguém melhor ou acima de Deus, mas sim para o pecador!

A palavra evangelho agora na pena e mentalidade dos escritores do novo testamento deixa de ser uma boa-nova anunciada por um vidente de um deus pagão, e deixa de ter caráter transitório. o Evangelho agora é algo anunciado pelo próprio Deus que se fez carne, não por videntes ou profetas do mundo Greco-romano, e essa boa-nova  não trás em si apenas conceitos de benção temporais como chuvas, curas ou vitória nas guerras, trás um conceito novo de uma modificação do ser humano, um renascimento, uma novidade de vida, um apagar completo dos erros e pecados do passados e um caminhar em Cristo para a vida Eterna. O caminho desse evangelho não começa com a conquista de coisas temporais, mas começa com a a renuncia e com a metanoia, conversão, mudança de mente!

O evangelho do grego clássico, no conceito originalmente usado, é o evangelho das coisas temporais e passageiras e não poderia ser de outra forma, pois em nada o homem pode ser modificado, é um evangelho que “muda” apenas alguns acontecimentos a volta do se humano, mas não é uma palavra que pode mudar a sua própria vida interior! O evangelho de Jesus é o evangelho das coisas eternas, é o evangelho da mudança, da transformação interior, é o evangelho que foi recebido  pela Samaritana junto ao poço de Jacó, por Zaqueu um odiado publico, por Maria Madalena, e pelo ladrão condenado de forma justa e crucificado ao lado de Jesus, alias esse último entendeu perfeitamente o evangelho pois alem das coisas temporais viu no Cristo desfigurado da cruz, um Rei e Senhor, pois disse: “lembra-te de mim quando entrares no teu reino”

O evangelho do grego clássico, era recheado com palavra de auto-ajuda, provocantes e confiante. O evangelho de Cristo as vezes consiste em palavras duras, em correções, é um evangelho que mostra o homem quem ele realmente é com todas as suas incapacidades, defeitos e pecados.

Tenho ouvido com frequência um evangelho estranho nas igrejas evangélicas, um evangelho de coisas passageiras, efêmeras, que causa uma euforia coletiva, no momento que é anunciado. mas que não produz frutos dignos de arrependimento.

Assim temos claramente um quadro de Cristãos que se comportam como pagãos, esperando que seu deus lhes faça tudo, barganhando com seu deus, ou mesmo procurando aplaca-ló ou até controla-ló através de seus rituais. Triste é esse quadro, pois em nada ficou diferente do relacionamento entre os deuses mitológicos e seus adoradores.

É tempo ainda, de termos um encontro verdadeiro com a pessoa de Jesus Cristo, e recebermos o seu verdadeiro evangelho, transformador e restaurador, um evangelho que vai além muito além das coisas temporais, um evangelho que com a abundancia ou com a falta dela ainda assim é uma boa-nova pois se refere apenas não a coisas, mas a pessoas, não apenas ao possuir, mas com muita atenção ao ser.

2 Coríntios 4:1-18

Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.
Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.
Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;
E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.
De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida.
E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.
Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.
Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.
Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

 

Vivamos o evangelho!

Rodryguez & Carvalho

Chega!

São dois mil anos de história da Igreja, uma historia que começou por volta do ano 33, uma historia gloriosa, de lutas, perseguições, da...